Nas lutas do povo

Cyro Garcia
Membro da Convergência Socialista, corrente interna do PT que deu origem ao PSTU, Cyro Garcia utilizou seu mandato de deputado federal, em 1993, para a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Teve atuação destacada na luta contra as privatizações, principalmente da Usiminas e da Light.

Como parlamentar, Cyro continuou com salário no mesmo valor que recebia como funcionário do Banco do Brasil. Jamais admitiu qualquer privilégio ou se dobrou a qualquer patrão ou governo. Após deixar a Câmara, voltou a trabalhar no BB e continuou à frente das mobilizações da categoria.

“O PSTU é um partido diferente. Utilizamos o parlamento para fortalecer a luta e a organização dos trabalhadores. Não existe projeto individual. Acreditamos que só através da luta mudaremos a sociedade, o Congresso é mais um mecanismo nessa direção”, disse Cyro.

Ernesto Gradella
Gradella foi deputado federal entre 1991 e 1995. Nesse período, lutou pelo “Fora Collor” e fez oposição ao governo Itamar Franco quando este recebia o apoio de todos, inclusive do PT. “No dia da votação do impeachment fui o único deputado vaiado na Câmara. Isso porque fiz um discurso defendendo: nem Collor nem Itamar, por eleições gerais já”. No momento em que recebia vaias no Congresso, o discurso de Gradella era comemorado por milhares de pessoas que assistiam ao impeachment no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

Depois da queda de Collor, Itamar acabou assumindo com um amplo acordo entre os partidos. “Na época do Itamar, tudo era aprovado por consenso. Só eu e Cyro votávamos contra o governo. Todos queriam manter a governabilidade, não desejavam enfraquecer o governo. Até o PT votou pela privatização dos portos, porque achava que iria ganhar as eleições e não queria provocar uma crise. Deu no que deu. Tivemos que agüentar oito anos de FHC”, disse Gradella.

Companheiro de São José dos Campos, Gradella também lutou contra o processo de privatização da Embraer e fez um projeto retirando a estatal do Programa de Desestatização. Mas o projeto nunca foi votado no Senado e a empresa foi privatizada por FHC.
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