Não à militarização do Rio de Janeiro

25 de fevereiro: Mais de 30 ônibus queimados, comércio fechado em 19 bairros e quatro cidades. A saída dos governos Rosinha e Lula foi colocar o Exército nas ruas e aumentar as investidas em comunidades pobres.
Essas medidas, além de não servirem de fato para combater a violência do tráfico, só servem para gerar mais violência, agora por parte do Estado, contra a população trabalhadora da periferia do Rio de Janeiro.
Como disse Josias Quintal, secretário de Segurança Pública, “Nosso bloco está na rua. Quem tiver que morrer, que morra”. Volta com força a lei do “atira primeiro, pergunta depois”. Qualquer trabalhador pobre e negro é visto com “suposto traficante” até prova em contrário.
Segundo a própria Secretaria de Segurança Pública, no carnaval ocorreram 90 homicídios dolosos, um crescimento de 16,88% em relação a 2002. Numa incursão da polícia no Morro da Pedreira, sete pessoas foram assassinadas como “supostos traficantes”. Como se isso não bastasse, uma ação do Exército causou a morte de um professor com um tiro de fuzil.
Denunciamos a militarização da segurança pública e a presença do Exército nas ruas do Rio de Janeiro. Exigimos dos governos estadual e federal a realização de investimentos massivos na urbanização das favelas, em saúde, educação e na geração de empregos, pois o grande problema que alimenta o tráfico é a desigualdade social.
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