Mulheres nas ruas contra a guerra imperialista e a Alca

Boletim Luta Mulher para o dia 8 de marçoNeste 8 de março, a luta das mulheres significa a luta contra ao ataque dos Estados Unidos ao Iraque; ao massacre que Israel faz ao povo Palestino e a entrada da ALCA (Área de Livre Comércio) na América Latina e Caribe.

Com a mentira de defender o mundo contra terroristas, o governo dos Estados Unidos apoiado por governos como os da Inglaterra e Israel, pretende na verdade se apropriar da segunda maior reserva de petróleo do mundo, colonizar o Iraque e o Oriente Médio.

Ao mesmo tempo Bush ataca na América Latina e Caribe com a implementação da ALCA, que trará para nossos países o aumento do desemprego, a redução de salários e direitos, a desnacionalização da economia, a privatização da educação e saúde, o controle dos EUA da produção energética, da água e da Amazônia, ou seja, trará mais fome e miséria para a classe trabalhadora e para a juventude.
Vamos nos juntar aos milhões de trabalhadoras e trabalhadores e a juventude que saíram as ruas em fevereiro para dizer um não aos governos imperialistas.

Lula deve romper com a ALCA o FMI e suspender o pagamento da dívida externa

Para milhares de mulheres trabalhadoras e pobres deste país que votaram em Lula para Presidente na esperança de verem suas vidas melhorarem, se deparam hoje com políticas que mais uma vez privilegiam os donos de empresas, dos bancos e das terras.
O que as mulheres estão vendo, é o aumento dos juros (só em São Paulo para cada ponto percentual de alta da taxa de juros, o índice de desemprego cresce em média 0,7%); a reforma da Previdência; o corte de R$ 14 bilhões no Orçamento da União que representou só na área social R$ 5,1 bi (36%); o pagamento da dívida externa e a assinatura da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
O governo Lula precisa romper com o FMI e parar de pagar a dívida externa que ajuda a financiar a guerra de Bush contra o Iraque e tira do Brasil os recursos necessários para de fato acabar com o desemprego e a fome; não assinar a ALCA que vai levar o país a ser uma colônia dos Estados Unidos e de fato fazer mudanças que beneficiem as trabalhadoras e trabalhadores que não agüentam mais esperar nas filas por atendimento médico, vagas nas escolas e emprego.

CONTRA A OPRESSÃO E A EXPLORAÇÃO DAS MULHERES

Em 2000 a população mundial atingiu a marca dos 6 bilhões de pessoas. Destes 4 bilhões vivem abaixo da linha de pobreza, sendo que 70% são mulheres. Com a globalização da economia a exploração dos trabalhadores aumentou ainda mais e conseqüentemente para as mulheres restou o trabalho informal, precarizado. Recebendo em média 50% do salário do homem, e tendo que enfrentar a dupla jornada, a mulher ainda sofre com a violência e a falta de serviços públicos como saúde e educação.
Toda esta situação consegue ainda ser pior, se a mulher é negra, pois encontra-se na base da pirâmide social, tendo como média salarial 1,7 salários mínimos e enfrentando as deturpações de sua história nos meios de comunicação, assim como a mulher jovem enfrenta o desemprego, a falta de creches nas escolas.
Enquanto o governo de Lula pede tempo, paciência, as mulheres trabalhadoras e pobres deste país morrem por abortos mal feitos, AIDS e violência doméstica.

Precisamos nos unir e continuar nossa luta por:

  • Salário, emprego e terra;
  • Creches nos locais de trabalho, moradia e escola
  • Legalização do aborto
  • Casas abrigo para as mulheres vítimas de violência

    8 de março – Dia Internacional da Mulher
    DIA DE LUTA

    No dia 8 de março de 1857, as operárias têxteis de Nova York saíram às ruas em passeata, protestando contra as péssimas condições de trabalho e os salários de miséria que recebiam. Na volta, quando estavam reunidas no interior da fábrica, foram surpreendidas por um ato criminoso dos patrões, que deram ordem de incendiar o galpão. O resultado foi à morte de 129 trabalhadoras. No momento em que decidiram pela greve e pela passeata, as mulheres estavam tingindo peças de tecidos com a cor lilás. A cor lilás ficou estabelecida como o símbolo da luta contra a opressão e a exploração da mulher.

    Por isso, este é um dia de luta, que continua nas ruas com as mulheres de todos os países lutando contra o imperialismo, pela vitória do povo iraquiano, por uma Palestina laica, democrática e não racista e pela vitória da classe trabalhadora e da juventude da América Latina e Caribe contra a ALCA.

    Liberdade para Abla Saadat

    Abla Saadat, esposa de Ahmad Saadat, dirigente da Frente Popular para a Libertação da Palestina, foi presa pelo Serviço Secreto Israelense quando tentava sair da Palestina e entrar na Jordânia, de onde seguiria para o Fórum Social Mundial. Desde então está detida. Abla não foi acusada de nenhum crime e não teve oportunidade de se defender. Atualmente há cerca de seis mil palestinos sendo mantidos dentro das prisões israelenses, 60 são mulheres. A Addameer (Associação pela Libertação dos Presos políticos Palestinos e Direitos Humanos) convoca a comunidade internacional a protestar contra o uso da detenção como forma de castigo coletivo e a exigir que Israel liberte imediatamente todos os presos.

    Envie cartas de solidariedade para:

    addameer@palnet.edu
    capai@robynet.com.br
    isnrsi@uol.com.br

    Entre em contato com a Secretaria de Mulheres do PSTU
    mulherespstu@yahoo.com.br