MG: PT faz o mesmo que o PSDB reprimindo a luta da educação para garantir lucros dos empresários

Greve na educação começou no dia 8 de março exigindo o cumprimento do acordo para o pagamento do piso salarial

Na última assembleia estadual da educação realizada no dia 22 de março, foi definido que os dias 27 e 28 de março seriam dias de luta para exigir a abertura de negociações com o Governo Pimentel (PT). Nesse sentido, em vários pontos do estado ocorreram atos, fechamento de rodovias e panfletagens. O que ficou claro, porém, é que o governo de Fernando Pimentel e o PT não se diferem do PSDB de Dória, Aécio e Anastasia. Ao invés de negociarem e cumprirem com os acordos assumidos, eles fazem a opção de reprimir a luta legítima dos trabalhadores e trabalhadoras.

Nesse dia 28 em Igarapé, região metropolitana de Belo Horizonte, ocorreu o ato unitário das subsedes do SindUTE-MG (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), com representação de lutadores e lutadoras de diversas entidades e movimentos sociais e sindicais, inclusive a CSP-Conlutas. A Polícia Militar, comandada pelo Governo Pimentel, de maneira despreparada e sem nenhuma conversa, foi logo retirando os trabalhadores que ocupavam a rodovia. Isso tudo na porrada, usando cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito moral sobre os manifestantes, em sua maioria mulheres, como professoras e ASB’s (assistentes de educação básica). Houve feridos, e essa violência entra na conta de Pimentel que faz o mesmo que Dória em São Paulo, usando a polícia para reprimir os lutadores.

A greve da educação de Minas Gerais teve início no dia 8 de março contra o governo Pimentel que não cumpriu o acordo para o pagamento do piso salarial para a Educação estabelecido pelo MEC. O piso para o professor pelo MEC hoje é de R$ 2.455,55. A luta não é só para os professores, é também de todos os trabalhadores da educação que, pelo acordo, também devem receber o reajuste estabelecido pelo MEC. Porém o Governo do PT descumpre o acordo e segue na mesma lógica dos Governos do PSDB, do PMDB e de outros, que usam a Lei de Responsabilidade Fiscal para impedir o reajuste para os servidores públicos e garantem o pagamento de juros para os grandes bancos e empresários.

Vale lembrar que no dia 27 de março, Pimentel assinou uma lei ampliando os incentivos fiscais para as grandes empresas, enquanto os servidores sofrem com atraso e parcelamento de salários, parcelamento do décimo terceiro de 2018 em quatro vezes, não pagamento dos hospitais, farmácias e clínicas que atendem pelo IPSEMG (Plano de Saúde dos Servidores Estaduais) e acordos não cumpridos. Pimentel mostra cada vez mais a quem serve. E fica claro que não é para a classe trabalhadora.

É importante manter a mobilização e continuarmos denunciando esses ataques (físicos, inclusive) que Pimentel (PT) investe sobre a classe trabalhadora, já que, como se vê, além de não cumprir com os acordos e de tentar desmoralizar a categoria da educação, tenta agora silenciar os trabalhadores na base da violência e isso não pode ser tolerado. Vamos continuar construindo o movimento em resposta a todos esses ataques até que os acordos sejam cumpridos, mas também até que a categoria seja respeitada.

Basta de Pimentel!

Fora todos que atacam a educação!