Metalúrgicos da GM se organizam para enfrentar ameaça de demissões em massa

Metalúrgicos vão a Brasília exigir de Dilma a estabilidade no emprego
Sind Metalúrgicos SJC

Multinacional já deixou clara sua intenção de mandar 1500 trabalhadores para a rua em janeiroNo dia 14 de novembro a direção da General Motors, em reunião realizada com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, reafirmou sua intenção de fechar o MVA (Montagem de Veículos Automotores, um dos principais setores da fábrica) em janeiro de 2013 e, como conseqüência, demitir mais de 1500 trabalhadores da planta de São José.

No dia 26 de janeiro se encerra o prazo do acordo firmado entre a empresa e o sindicato, que colocou 940 trabalhadores em lay-off (suspensão temporária do acordo de trabalho) e garantiu a estabilidade no emprego até o prazo final do acordo.

Este acordo foi conquistado através de inúmeras paralisações e mobilizações, como a ocupação da Rodovia Presidente Dutra. De lá para cá as mobilizações continuaram com novas assembléias na fábrica, caravanas a Brasília e manifestações. Em novembro ocorreu o Encontro Internacional dos trabalhadores da GM, que reuniu trabalhadores de cinco países e aprovou um manifesto de apoio à luta dos operários da GM de São José.

O sindicato dos metalúrgicos de São José já avisou que irá intensificar ainda mais as mobilizações durante os meses de dezembro e janeiro. “Teremos um janeiro vermelho em São José com paralisações, ocupações na via Dutra e greves. É um absurdo o que a GM quer fazer!” disse o presidente da entidade Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Dilma, proíba as demissões!
Os trabalhadores da GM em São José não são os únicos ameaçados pelas demissões. Em todo o Brasil ocorrerão ao longo de 2012 demissões, lay-offs e PDV’s. Agora não é diferente, e a ameaça de demissões também se estende a outras empresas como é o caso da Mercedes no ABC.

Embora estejam obtendo lucros bilionários e demitindo trabalhadores, o Governo Federal segue beneficiando as montadoras através da isenção fiscal. O novo decreto do governo, o Inovar-Auto, regulamenta as condições para que as montadoras tenham direito à redução de 30% do IPI sobre os veículos produzidos de 2013 a 2017. A garantia dos empregos não está entre as condições exigidas pelo governo para que as montadoras recebam a isenção fiscal.

Dilma ao invés de editar medidas que beneficiam as multinacionais deveria baixar uma Medida Provisória proibindo todas as empresas que receberam a isenção do IPI e que importam veículos de realizarem demissões em massa.

Unificar as lutas para barrar as demissões
Perante estes ataques, é necessário intensificar a luta na GM e em todo o país para derrotar a política das montadoras. A CSP-Conlutas está impulsionando uma Campanha Nacional em Defesa dos Empregos que busca unificar o movimento sindical para exigir do governo uma medida provisória que proíba as demissões nas empresas que importam ou recebem isenção fiscal. Chamamos as demais centrais sindicais como a CUT, CTB e Força Sindical a se somarem a esta campanha para exigirmos de Dilma esta medida provisória.