Mais de 2 mil trabalhadores em educação tomam as ruas em São João Del Rey em Minas

Mais de 2 mil nas ruas de São João Del Rey
Juliana Silveira

No dia 21 de abril, mais de dois mil professores em greve tomaram as praças de São João Del Rey, em Minas Gerais. Neste mesmo dia, em Ouro Preto, Aécio Neves, candidato a senador, e Anastásia, atual governador de Minas, estavam no palanque vangloriando-se de uma gestão que foi exemplo de ataques aos direitos dos trabalhadores.

No feriado de Tiradentes, a greve dos trabalhadores em educação de Minas Gerais completa 14 dias. Nesta data cheia de simbolismo, São João Del Rey é o marco da defesa da liberdade e do fortalecimento da luta dos professores.

A greve se fortalece rumo à vitória
“Durante estes quatorze dias de greve, sentimos a força da nossa categoria, em diálogo com a comunidade e com os estudantes, nas nossas passeatas, nas Assembléias, na visita às escolas. Sabemos que essa categoria é consciente da luta e sabe qual a direção tomar e que a vitória nesse momento é a conquista de um salário digno”, afirma Gustavo Olimpio, professor da rede estadual.

Enquanto isto, na capital do país
Lula e Dilma comemoravam os 50 anos de Brasília juntamente com os banqueiros que lucraram tanto nos últimos anos, pois Lula e Dilma rezam a mesma cartilha neoliberal que FHC, Serra e Aécio.

Por causa da política destes governos que destruíram a carreira da Educação em todo o Brasil, ocorrem tantas greves da Educação em nosso país, como foi a greve da Rede Estadual de São Paulo, Paraíba e a Rede Municipal de Belo Horizonte.

Piso salarial de Minas é oitavo pior do país
Minas, o estado que é a segunda maior economia do Brasil, tem um dos piores salários. Durante o ato, os professores denunciaram a confusão que o governo Aécio criou na imprensa mineira em relação aos salários dos professores. Contracheques nos valores de R$ 488 para professores com graduação foram publicados e apresentados.

Com o slogan “O que Aécio fez para Minas, não serve para o Brasil” e “PSDB = Pior Salário Do Brasil”, a categoria mostrou que está em luta e vai seguir em frente independente de Aécio e Lula.

Afinal o piso salarial profissional proposto por Lula também é insuficiente para atender às necessidades da categoria, tanto pelo valor rebaixado, quanto pela carga de 40 horas semanais. Além do mais, este valor é proporcional à jornada de trabalho, como a própria lei diz. Esta contradição da lei acaba gerando uma grande confusão e sendo utilizada por governos com Aécio Neves para precarizar ainda mais o salário dos professores.

E também não foram esquecidos os trabalhadores do quadro administrativo. Contracheques de R$ 315 também foram publicados e apresentados para denunciar a vergonha salarial em MG.

Os trabalhadores em educação deram o recado: não vão aceitar que o salário continue rebaixado, cheio de penduricalhos (VTI, PCRN, GID) e abonos. Portanto, exigem R$ 1312,85 de salário-base, para 24hs rumo ao piso do Dieese.

Atualizada em 23/4/2010, às 16h46