Luta contra a homofobia também tem de ser contra o capitalismo

Na manhã desta sexta-feira, dia 7, foi realizada na tenda do PSTU uma oficina com o tema a “A homossexualidade e as leis do mercado”.

A atividade contou com a participação de 50 pessoas e foi coordenada por Soraya Menezes, do ALÉM – Associação de Lésbicas de Minas Gerais.
A discussão no encontro foi sobre a necessidade do movimento GLBT de se incorporar à luta contra o capitalismo para combater a homofobia e construir uma outra sociedade justa e igualitária.

O objetivo foi mostrar como a questão da homofobia está intrinsecamente ligada à forma de organização social, com a estrutura social e no capitalismo, onde o que impera é o interesse do mercado, do capital, e para isso os mecanismos utilizados são da exclusão e da opressão. Portanto, não se acaba com a homofobia sem desorganizar essa estrutura, excludente e opressora.

Para Soraya, o movimento GLBT é caracterizado por dois distintos grupos: os apolíticos e os que têm a consciência de que a luta contra o preconceito é uma luta dos trabalhadores, juventude, movimento operário. Que a luta é contra o capitalismo que exclui tanto homossexuais, quanto heterossexuais, igualmente trabalhadores.
O capitalismo não é ingênuo, ele dá migalhas para os setores oprimidos tentando enganá-los. Os oprimidos não querem migalhas, querem uma sociedade na qual gays e lésbicas vivam sem sofrer preconceitos, querem uma sociedade realmente igualitária, ou seja, querem uma sociedade socialista”, disse.