Judiciário federal de São Paulo entra em greve por tempo indeterminado nesta quarta

Servidores reivindicam aprovação do projeto que revisa o Plano de Cargos e Salários da categoriaNesta quarta-feira, dia 3 de maio, o judiciário federal deve parar suas atividades por tempo indeterminado em defesa da revisão do Plano de Cargos e Salários da categoria. A decisão pela greve foi tomada em uma assembléia estadual no dia 27 de abril, após os a paralisação nacional de 48 horas dos dias 26 e 27. No dia 4 haverá uma nova assembléia de avaliação do movimento.

Além de São Paulo, também há outros estados em que o judiciário federal está indicando greve por tempo indeterminado. No Distrito Federal, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, os servidores aprovaram uma paralisação no dia 3 e assembléia ao final do dia para avaliar o indicativo de permanecer em greve por tempo indeterminado do dia 4 em diante. Além disso, a Fenajufe, federação nacional que representa o judiciário federal, orientou que os sindicatos de todo o país realizem assembléias nos estados e discutam o indicativo de greve por tempo indeterminado.

Este indicativo também deve ser debatido na reunião ampliada da Fenajufe, que ocorrerá em Brasília no mesmo dia 3. A reunião ampliada definirá os rumos do movimento nacionalmente.

A greve de 48 horas, bem como a greve por tempo indeterminado já aprovada em São Paulo e nos outros estados citados, fazem parte de uma luta nacional pela aprovação de um projeto de lei que revisa o Plano de Cargos e Salários da categoria.

A revisão tem como objetivo corrigir distorções nas carreiras e um reajuste nos salários conforme o cargo. Para a maioria, o reajuste previsto no projeto ficaria entre 30% e 40%. As perdas salariais do funcionalismo público federal de conjunto somam mais de 167,49% desde 1995. A defasagem só no governo Lula, ou seja, desde 2002, chega a 30%. O Sintrajud/SP reivindica ainda mudanças no projeto, que incluam a isonomia e a paridade salarial.

O projeto atualmente está na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Entretanto, ainda não há recursos previstos no orçamento para garantir sua aprovação. O dia 3 foi escolhido como início da greve pois é a data da próxima sessão da CFT, que poderá pautar o PCS.