Independência para enfrentar o governo

A Conlutas deve seguir independenteA CUT é o maior exemplo do ponto a que o atrelamento ao governo e ao Estado podem levar uma entidade. De um instrumento dos trabalhadores, tornou-se um braço do Estado. Por isso, devemos desenvolver a nossa luta e organização com total independência de qualquer setor da burguesia, de seus governos e do Estado.

Não é possível defender os trabalhadores juntos com a burguesia. As organizações que fazem isso, seja participando de governos, recebendo verbas ou patrocínios para o 1º de Maio, abandonam os trabalhadores, suas lutas e a estratégia socialista.

Por isso a Conlutas deve continuar não aceitando o imposto sindical, pois este é um meio de controlar as organizações dos trabalhadores e torná-las dependentes do Estado.

A independência dos sindicatos também é deixada de lado quando sindicatos e centrais tornam-se parceiras dos patrões, aceitando suas desculpas para não conceder o que temos direito. Assim, ao aceitar acordos rebaixados como o do banco de horas, renuncia-se a seguir a luta classista contra os patrões, passando a colaborar com estes na condução de seus negócios e na exploração dos trabalhadores.

A Conlutas deve ter a ação direta como forma prioritária de luta para os trabalhadores conquistarem suas reivindicações. Toda negociação com o Estado ou com as empresas não pode se confundir com colaboração de classes, como pactos, câmaras setoriais e fóruns que sacrificam nossos direitos.

A defesa da independência de classe dos trabalhadores aplica-se também no terreno das eleições. Devemos nos posicionar contra alianças com a burguesia. O caráter autônomo da Conlutas, o respeito à autonomia de suas instâncias em relação aos partidos deve ser reafirmado e preservado. O que não se confunde com apoliticismo, neutralidade ou, menos ainda, rejeição à atuação dos partidos, organizações e militantes socialistas no seu interior.

18 razões para lutar

-Defesa do emprego. Redução da jornada de trabalho sem redução dos salários
-Aumento geral dos salários e salário mínimo do Dieese
-Defesa dos direitos trabalhistas e sociais, contra a flexibilização
-Contra as reformas neoliberais. Abaixo as reformas da
-Previdência, sindical, trabalhista e universitária
-Abaixo o REUNI
-Abaixo a política econômica do governo Lula
-Contra o pagamento das dívidas externa e interna
-Estatização sem indenização do sistema financeiro
Contra as privatizações. Reestatização da Vale e
demais empresas privatizadas
-Expropriação das empresas que demitirem. Estatização das empresas que fecharem
Moradia e reforma urbana, já!
-Redução da tarifa de energia elétrica
-Saúde (contra as “fundações estatais”), educação e transporte público de
qualidade e para todos Reforma agrária, sob controle dos trabalhadores!
-Contra a transposição do rio São Francisco
Contra a criminalização e a repressão aos trabalhadores e movimentos sociais; pleno direto de greve
-Contra toda forma de discriminação racial, sexual e homofóbica
-Fora Bush do Iraque e Lula do Haiti. Pela imediata retirada das tropas brasileiras do Haiti
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