Manoel de Assis foi um operário que dedicou sua vida à luta pelo socialismo. Assim como eu, militou no Partido dos Trabalhadores (PT) e quando a Convergência Socialista foi expulsa desta organização, em 1992, fomos juntos construir o PSTU.

Manoel de Assis, além de revolucionário, era um estudioso do marxismo, com seu jeito humilde e paciente, dedicava-se à tarefa da construção do partido revolucionário. Tinha uma grande moral proletária e nunca menosprezava ou desrespeitava qualquer militante.

Era operário químico e ganhava um salário miserável, como a maioria dos operários brasileiros, mas nunca se vendeu aos patrões. Sempre lutou ao lado da sua classe. Era dirigente do Sindipetro Alagoas/Sergipe e da CSP-Conlutas de Alagoas.

Ele era um lutador histórico reconhecido nas lutas em defesa dos trabalhadores. Sempre enfrentou a burguesia latifundiária de Alagoas. Foi nosso candidato a senador em 2001 e candidato a prefeito de Maceió em 2008. Sem vacilos, apresentava pacientemente, do seu modo simples, o programa revolucionário à nossa classe.

Eu trabalhei por muitos anos no Sindipetro Alagoas/Sergipe. Além da nossa militância política no partido, juntos cuidávamos da formação política do Sindicato. Pensar os cursos de formação junto com Manoel de Assis era um aprendizado. Ele era muito estudioso e dedicado. Tinha abraçado de fato o marxismo-leninismo como uma ciência necessária à classe, por isso, muitas vezes calado, estava sempre preocupado com a formação política dos militantes, e particularmente dos operários.

Sinto saudades do Manoel de Assis. Ele é um daqueles bons que perdemos cedo. Mas seguimos a luta na construção do partido revolucionário e pelo socialismo como a principal forma de homenagear e tê-lo sempre com a gente.

Não tenho dúvida, se ainda estivesse vivo, Manoel de Assis seguia em nossa trincheira!

Manoel de Assis, presente!