Greves, lutas e ocupações nas universidades estaduais pelo país!

Marina Cintra, Rebeldia-SP

Esses primeiros meses de governo do Bolsonaro já começou com luta nas universidades estaduais. Achamos importantíssimas essas lutas e achamos que devemos impulsioná-las nas demais universidades e escolas, tendo em vista que Bolsonaro acabou de cortar R$ 5 bilhões da educação. Além disso, ao longo desses meses, houve vários ataques à educação: o MEC, falando que deveriam cantar o hino nacional e o slogan da campanha de Bolsonaro; o ex-ministro da educação dizendo que o golpe militar deveria ser ensinado de outra forma nas escolas; a ministra da família, Damares, dizendo que deveriam trocar a escola por educação familiar, etc. Ainda por cima, o governo está começando a aplicar a reforma do Ensino Médio nas escolas, o que vai precarizar ainda mais a educação pública, com objetivo de fundo de avançar na privatização. Por isso, como vemos, não faltam motivos para lutarmos.

O que está acontecendo por ai?
Paraná: Nesse início de abril, estudantes da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), entraram em greve e ocuparam o campus de Paranavaí. A luta se deu pela falta de professores e agentes universitários, que sofreram com os cortes.

Piauí: Professores e estudantes estão protestando contra a falta de estrutura da universidade, contra o corte de bolsas e por existir 300 disciplinas que não possuem docentes. Por causa disso, estudantes ocuparam a reitoria e os professores entraram em greve. Os estudantes também reivindicam um restaurante universitário e autonomia financeira da universidade.

Bahia: Os professores e estudantes da UNEB ocuparam, nesse início de abril, a reitoria na luta contra a crise que se espalha pela universidade e pelas demais universidades estaduais do estado, que sofrem com os cortes. Os docentes reivindicam também que sejam cumpridos os direitos trabalhistas, em relação à progressões na carreira, progressões e regimes de trabalho. Na UNEB, por exemplo, 400 professores estão com direito a promoção congelado. A luta se espalha não apenas pela UNEB, mas pelas outras estaduais da Bahia, Uefs, Uesb, Uesc.

São Paulo: Estudantes e servidores fizeram lutas e paralisações nesses primeiros meses de aula, isso ocorreu, pois, os servidores estavam com seus salários atraso e contra a precarização em curso da universidade.

Essas lutas indicam que as coisas na Educação vão de mal a pior, e o que essas universidades têm em comum é que estão sofrendo um verdadeiro desmonte e cortes! E como já falamos, precisamos impulsionar as lutas cada vez mais! Os de cima estão em crise, como ficou demonstrado pela demissão de Vélez. Entretanto, não podemos ter nenhuma confiança no novo ministro, Abraham Weintraub, que é do mesmo bonde de Olavo de Carvalho e tem toda sua carreira ligada ao mercado financeiro. Logo podemos esperar por aí mais avanços nos cortes e na privatização da educação.

O governo Bolsonaro ainda quer aprovar a reforma da Previdência, que é outro ataque brutal à juventude e aos trabalhadores de conjunto. Para a juventude, a reforma vai tirar ainda mais nossas perspectivas de futuro, pois vamos demorar 40 anos para nos aposentar, sem falar que Bolsonaro quer implementar uma carteira verde-amarela, onde não teremos direitos trabalhistas. Para piorar, a juventude é o setor que hoje se encontra em grande parte no desemprego. Ou seja, com a reforma trabalhista e da Previdência temos a perspectiva de estar sem emprego, em empregos informais sem direitos trabalhistas e ainda trabalharemos até morrer! É por isso que devemos nos unificar ao restante dos trabalhadores para construirmos uma greve geral contra a reforma da Previdência!

Por isso, precisamos avançar na luta e organização contra os ataques nas escolas e universidades. Chamamos a todos a se somar conosco na luta contra os cortes, contra os desmonte das escolas e universidades, contra a privatização na educação, contra a reforma da Previdência! Bolsonaro e seus agentes são verdadeiros inimigos da juventude e dos trabalhadores, como já está sendo provado no início desse ano.