Eduardo Henrique, do Rio de Janeiro (RJ)

A greve nacional dos petroleiros chega ao 19° dia nesta quarta-feira (19). Apesar da truculência da empresa, sob o comando de Castello Branco e do governo de Bolsonaro, que têm agido de forma repressiva e arbitrária, é uma das maiores mobilizações já realizadas pela categoria.

Ontem (18), uma passeata no Rio de Janeiro reuniu milhares de trabalhadores. A força da paralisação, que já atingiu mais de 120 unidades da Petrobras, também fez a Justiça do Paraná suspender as mais de 1 mil demissões na Fafen Araucária – no Paraná.

Uma decisão que só ocorreu diante da impressionante unidade e mobilização demonstrada pelos petroleiros até agora, mas vale destacar, apenas temporária. Não podemos permitir que isso se transforme numa manobra. As dispensas estão suspensas apenas até a próxima audiência entre o sindicato e a estatal, marcada para março.

Portanto, a tarefa neste momento é seguir fortalecendo a greve nacional petroleira ainda mais, e avançar no apoio e na unidade com outras categorias.

Não pode haver nenhum movimento por parte das direções em desmontar a greve. Isso seria um crime!

Lamentavelmente, a FUP já se propõe a suspender a greve, em ofício enviado ainda ontem ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), em troca de uma nova mediação no Tribunal para discutir as demissões, o Acordo Coletivo, dias parados, multas aos sindicatos, etc.

A FNP, por sua vez, precisa apostar na decisão das bases e na força da greve.

A hora é de avançar com a greve em defesa dos empregos, direitos, pela Petrobrás 100% estatal e pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.

Criar Comandos de Base para, de forma democrática, fortalecer a unidade e a ação da categoria por baixo, e avançar no controle da produção.

Recuar neste momento seria desmobilizar uma de maiores lutas da categoria, fazer os petroleiros abaixarem a guarda e deixar caminho para que o governo e a direção da empresa aprofundem seus ataques.

Só a luta poderá barrar a privatização da Petrobras, processo que explica todos os ataques da empresa, como as demissões, fechamento de unidades, ataques aos direitos dos trabalhadores, política de preços dos combustíveis e desmonte da estatal.

A tarefa imediata, apoiados na força do movimento e na solidariedade e unidade com outras categorias, é intensificar a luta para derrotar já Castello Branco, Bolsonaro, Mourão e Guedes e construir a Greve Geral.