Governo Garotinho exonera direção de escola eleita

Estado do Rio de Janeiro utiliza-se dos mesmos métodos dos governos militares da ditadura para destruir uma escola que construiu uma história de resistência ao longo dos anosO Colégio Estadual Visconde de Cairu é, tradicionalmente, uma escola marcada por dois aspectos: a qualidade buscada por seus excelentes profissionais e a resistência às medidas arbitrárias implementadas pelos diversos governos que por aqui passaram.

Desta vez, o Secretário de Educação, sob a égide do Governo Rosinha/Garotinho, tenta destruir a escola, cassando a liberdade de escolha e de organização de alunos e profissionais. Publica no D.O. do dia 2/5 a exoneração do cargo, toda a direção eleita e reconhecida pela comunidade escolar. Faz isso, ainda sem sequer apresentar um motivo para tamanha arbitrariedade. E neste momento a escola encontra-se numa luta legítima pela democracia e pela liberdade de escolha. A escola, a partir da exoneração oficial de sua direção, iniciou uma ocupação do prédio escolar, entendendo que aquele é um espaço da comunidade, assim como é também da comunidade, o direito de escolha de sua direção.

A resposta do Governo foi imediatamente nomear interventores para a direção da escola. Tentou durante toda a semana garantir a posse desses senhores, utilizando, inclusive o aparato da polícia militar, porém esbarrou no que a escola tem de melhor, a organização e a disposição de luta.

A cada dia a tensão aumenta no interior do movimento. A secretaria tem enviado para a escola sua equipe de interventores acompanhada de seguranças a paisano, e de cabos eleitorais do governo, vindas dos currais eleitorais como Caxias. As mesmas pessoas que o governo utiliza para em nossas manifestações, fazerem o enfrentamento com os que protestam. Pessoas que provocam o tempo todo, e ainda agridem alunos e profissionais.

A escola não permitirá a intervenção e resiste a cada ação do governo.

Por último o governo anunciou pela imprensa, que vai cortar o ponto de todos, remanejar todo mundo e abrir inquérito administrativo. Os profissionais de Educação pedem o apoio e a solidariedade de todas as entidades, exigindo o retorno da equipe de direção eleita pela comunidade escolar.