Governadora do Pará não consegue derrotar a greve dos trabalhadores em educação

Trabalhadores fazem lavagem na Secretaria de Educação
Abel Ribeiro

Com o apoio da Justiça e da mídia, a governadora Ana Julia Carepa (PT) anunciou corte dos dias parados, criminalizou a greve e cortou o repasse do sindicato, mas trabalhadores continuam firmes na greveOs trabalhadores em educação do Pará estão em greve desde o dia 7 de maio. O movimento reivindica reajuste salarial de 30% e aumento do auxílio alimentação de R$ 100 para R$ 300. O governo, até o momento, apenas realinhou o salário dos trabalhadores ao mínimo e vem afirmando que a crise econômica leva à contenção de gastos para racionalizar as finanças do Estado.

Sem resposta do governo, a categoria resolveu ocupar o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa) para pressionar por uma nova negociação. O governo respondeu à categoria com um pedido de reintegração de posse que, imediatamente, foi atendido pela Justiça burguesa que criminalizou o movimento colocando-o na ilegalidade e impondo multa de R$ 20 mil por dia.

Para continuar sua escalada de ataques, o governo paga com dinheiro público propagandas diárias na mídia chamando os trabalhadores a voltarem a trabalhar. Caso contrário, terão os dias parados cortados.

O movimento vem respondendo com atos e ações de rua, demonstrando grande disposição de luta e na assembleia realizada no dia 8 de junho. Num ato simbólico, os grevistas lavaram as escadarias da Secretaria de Educação para limpar a sujeira e a falta de transparência do governo petista, na figura da Secretária de Educação, Iraci Galo.

A greve segue forte e a Conlutas vem participando ativamente da mobilização e se tornando uma referência para vários ativistas que não encontram uma posição firme na direção do Sintepp. Na última assembleia da categoria, os trabalhadores também revoltados com a perda de Belém como sede da Copa de 2014, gritavam eufóricos a palavra-de-ordem “Oh Ana Julia, que papelão / perdeu a copa e maltrata a educação”.