Geração “nem nem” cresce no Brasil

Maioria dos empregos criados nos governos do PT é de trabalhos precarizados e de baixíssima remuneração

Milhões de jovens brasileiros estão longe das escolas e sem emprego

Um estudo divulgado pela Folha de São Paulo demonstra que a cada 10 jovens, entre 17 e 22 anos, que não completaram o ensino fundamental, 3 ainda continuam longe da escola e sem emprego.

Esta é uma situação que vem piorando nos últimos anos do governo PT, contrariando a propaganda do “pleno emprego”. Entre 2004 e 2011, a fatia de brasileiros de 17 a 22 anos com ensino fundamental incompleto que não estudava e nem trabalhava passou de 23,9% para 26,6% do total, um salto de 2,7 pontos percentuais.

O levantamento feito pelo  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) demonstra que, no início do ano, a taxa de desemprego chegou a 10,4%, o que representa mais de 10 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. E uma parcela significativa destes é de jovens que fazem parte da geração denominada “nem nem”, nem emprego, nem estudo.

Em comparação com os anos de governo FHC, o governo do PT faz questão de ressaltar que gerou 18,5 milhões de novos postos de trabalho na última década à frente do governo federal. No governo tucano, foram apenas 5 milhões de empregos criados.

É verdade que o desemprego diminuiu nos últimos anos, no entanto, os números escondem que a grande maioria dos empregos criados no governo Lula e Dilma é composta por trabalhos precarizados, de baixíssima remuneração e que, mesmo assim, exigem graus de escolaridades maiores.

Pesquisa divulgada pela Folha de S. Paulo

E a Educação?
Apesar do mercado de trabalho exigir o aumento da escolaridade, o governo do PT não vem investindo o quanto deveria em Educação. A meta de destinar 7% do PIB na área, proposta em 2001 pelo primeiro PNE (Plano Nacional de Educação), não foi cumprida. Entre 2002 e 2009, só foi acrescido 1% do PIB de investimento na educação do Brasil, mesmo o país tendo crescido economicamente durante esses anos.

Dá para concluir que a educação não é prioridade neste país. Se os governos do PT tivessem investido os 10% do PIB na educação, em 10 anos, talvez tivéssemos conseguido diminuir consideravelmente os analfabetismos (absoluto e funcional). Mas o PT continuou priorizando o pagamento da dívida, ao invés de investir nas áreas sociais.

Seguir nas ruas por educação e empregos
Em junho, a juventude brasileira revoltada, tal qual a juventude à rasca e indignada da Europa, foi às ruas para exigir o fim do aumento das passagens. Mas, além disso, exigiu mais empregos, saúde e educação de qualidade. Essa juventude não quer mais ser parte da geração “nem nem”, quer a garantia de ter um futuro digno, com mais direitos.

Nós, da Juventude do PSTU, achamos que é possível vencer nesta luta. Para isso, é preciso exigir do governo outra política econômica, uma política econômica que não esteja a serviço dos banqueiros, mas sim dos trabalhadores. O próximo passo dessa luta é o dia 30 de agosto, Dia Nacional de Greves e Paralisações, chamado pelas centrais sindicais e movimentos populares. Neste dia, vamos parar o Brasil e exigir da Dilma que governe para os trabalhadores e para a juventude! Todos ao 30A, por educação e empregos!