Estudantes fazem `roletaço` por passe-livre em São José

Estudantes das redes municipal, estadual e privada fizeram mais um protesto, na manhã desta quarta-feira, reivindicando passe livre e se posicionando contra o aumento das passagens de ônibus.

Os estudantes se reuniram nas escolas e se concentraram na praça Afonso Pena, no Centro de São José dos Campos, por volta das 8h.

Em vários bairros da cidade, os jovens fizeram um “roletaço”, que é o ato organizado de “pular a roleta” realizado em grupo pelos estudantes.

Quando entram nos ônibus, antes de fazerem o “roletaço”, os estudantes conversam com os passageiros e explicam suas reivindicações. Obtendo também o apoio dos motoristas e cobradores, eles passam pela roleta sem pagar a tarifa.

“O passe livre é um direito do estudante, já que nossos pais atualmente não têm condições de pagar o transporte escolar dos filhos”, disse Erik Fernandes de Oliveira, coordenador da movimento de reconstrução da UJES (União Joseense dos Estudantes Secundaristas).

“O nosso Sindicato apóia este movimento porque ele é legítimo em suas reivindicações. Os pais de alunos não têm como pagar a passagem dos seus filhos porque os salários estão arrochados e, não raro, muitos deles estão desempregados”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, que compareceu à manifestação.

Protesto – Depois se saírem da praça Afonso Pena, cerca mil estudantes fizeram uma passeata pelas principais ruas do centro da cidade. Portando cartazes com dizeres a favor do passe livre e contra a possibilidade de reajuste das tarifas do transporte público municipal, os estudantes gritavam coros e cantavam músicas.

A passeata foi encerrada na Câmara Municipal, onde os manifestantes passaram pelo gabinete de todos vereadores, pedindo empenho para aprovação da lei do passe livre na cidade. Os estudantes ainda foram recebidos pelo presidente da Câmara, o vereador Walter Hayashi (PSB).

Segundo os organizadores, alguns estudantes foram fortemente reprimidos pela ação da Polícia Militar, principalmente depois do protesto.