Nesta quinta-feira (21), as centrais sindicais organizarão atos pelo país em defesa do emprego na Ford. A empresa anunciou o fechamento de todas as unidades no Brasil. A ação também é em defesa da soberania do país.

Estão sendo organizadas manifestações nas concessionárias da Ford, mas também assembleias nas fábricas e nos locais de trabalho. O lema das mobilizações é “Todos pelo emprego, contra o fechamento da Ford”.

Em São Paulo, a manifestação ocorrerá, a partir das 10 horas, em frente a concessionária Ford da Avenida Doutor Ricardo Jafet, 1259.

Em São José dos Campos e Jacareí (SP) também haverá protestos em frente às concessionárias das cidades, às 10 horas, bem como assembleias em indústrias metalúrgicas de autopeças.

A CSP-Conlutas se incorpora à data com a exigência de além de não fechamento, nacionalização/estatização da empresa sob o controle dos trabalhadores para garantir empregos e direitos.

As entidades e movimentos filiados devem se somar e impulsionar protestos em suas regiões.

As centrais debateram ser um absurdo o fechamento da Ford no Brasil, que tinha uma lucratividade grande, e que no período de crise, se livrou das responsabilidades que tem com os trabalhadores, após mais de 100 anos de exploração dessa mão-de-obra no Brasil.

Atos engrossam lutas

Outras ações contra o fechamento da unidade Ford no Brasil também estão ocorrendo. Nesta segunda feira (18), dezenas de uniformes foram pendurados nos alambrados da unidade, em Taubaté, e retratavam o drama vivido pelos trabalhadores demitidos da montadora. Em cada um, o nome dos operários e de seus familiares. O protesto teve o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas.

No dia 14 de janeiro, os trabalhadores da General Motors de São José dos Campos (SP) também aprovaram, em assembleia, solidariedade e apoio à luta contra a saída da Ford do Brasil. A mesma iniciativa também foi feita pelos metalúrgicos da Caos Chery, em Jacareí (SP).

Não ao fechamento da Ford

O fechamento da fábrica no Brasil levará à demissão de 5 mil trabalhadores diretos, sendo que 830 são da unidade de Taubaté. Também deve provocar outras 15 mil demissões no setor de autopeças no país.

Os cortes acontecerão apesar de todo incentivo fiscal que os governos sempre deram ao setor automotivo. Nos últimos 20 anos, as montadoras receberam R$ 69,1 bilhões em incentivos federais (valores corrigidos pela inflação).

“Nós estaremos participando ativamente do ato do dia 21 e chamamos, além dos trabalhadores, toda a população brasileira, pra gente se unificar nessa luta, contra o fechamento da Ford, aqui no Brasil”, convocou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Weller Gonçalves.

Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos