Encontro “Na Copa vai ter Luta” sofre perseguição

Apesar dos meios de comunicação, polícia e governos tentarem impedir a realização do Encontro “Na Copa vai ter luta”, evento está confirmado e será realizado no sindicato dos metroviários de São Paulo

O Encontro “Na Copa vai ter luta”, organizado por diversas entidades sindicais e movimentos estudantil e popular, ocorrerá no dia 22 de março. Os governos bem que tentaram, com ajuda da polícia e de alguns meios de comunicação, impedir a sua realização. Com uma forte ofensiva na imprensa, usaram da mentira para associar o Encontro à torcidas organizadas e aos Black Bloc’s. Segundo nota caluniosa publicada pela revista Veja, o objetivo da reunião seria “organizar os protestos que os vândalos pretendem fazer nos seis jogos da Copa do Mundo que acontecerão em São Paulo”.

Queriam, com isso, afastar setores que simpatizavam com o amplo espaço de unidade que tem como objetivo organizar coletivamente as lutas contra as injustiças da Copa e em defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude.

As tentativas não pararam por ai. Às vésperas da realização do Encontro, a Escola de Samba Mancha Verde quebrou o contrato que garantiria o aluguel do espaço para a realização do evento. A perseguição fica mais evidente quando outras três empresas privadas, contactadas para negociar a locação do espaço, negaram. Uma delas chegou a firmar verbalmente o contrato e, posteriormente, recuou sem maiores satisfações.

A dificuldade em realizar o Encontro em espaços públicos também evidencia o monitoramento da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo que faz sua parte para impedir a realização do evento.

Fica claro que é uma ação ordenada do estado Brasileiro que moveu órgãos de informação, governos, polícia, meios de comunicação, chegando às federações de clubes de futebol e escolas de samba. Este é mais um capítulo da política do Estado de criminalização dos movimentos sociais, ferindo o direito democrático de organização e reunião.

A preocupação destes setores em impedir a realização deste espaço amplo é que ele pode dar mais fôlego às manifestações espontâneas que já acontecem neste início de ano contra as Injustiças da Copa, com a entrada dos setores organizados da classe trabalhadora, os seus sindicatos e movimentos.

Tentativas e malabarismos por parte dos governos não faltaram para forçar o cancelamento da atividade. Mas eles não conseguiram. As entidades organizadoras decidiram realizar o encontro no sindicato dos metroviários de São Paulo.  Um espaço mais reduzido para o tamanho que se espera no Encontro, mais de 3 mil ativistas, mas certamente um local no qual as caravanas que deixam os seus estados  poderão debater, organizar e impulsionar ainda mais mobilizações contra as injustiças causadas pelo megaevento.

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