Em assembleia, metalúrgicos da GM dão início à mobilização da Campanha Salarial

Sindicatos de São José, Campinas, Limeira e Santos entregaram pauta à Fiesp, nesta terça-feiraEm assembleias nesta terça-feira, dia 21, realizadas no 1º e 2º turnos, os metalúrgicos da GM de São José dos Campos deram início à mobilização da Campanha Salarial deste ano. Os trabalhadores aprovaram a pauta de reivindicações da categoria, que inclui aumento real de 8,53% mais INPC integral do período, redução da jornada para 36h sem redução de salários e estabilidade de emprego, entre outras cláusulas sociais.

À tarde, dirigentes dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos, que compõem o Grupo do Interior e realizam a Campanha Salarial Unificada, entregaram a pauta de reivindicações à Fiesp e a todos os grupos patronais, em São Paulo.

Em Campinas, houve assembleia, nesta terça-feira, na Mabe Eletrodomésticos; e em Limeira, a mobilização foi na TRW e Meritor Autopeças.

Estabilidade já!
Este ano, se de um lado, a campanha acontece em meio a uma profunda crise econômica, de outro, o quadro é de intensa exploração nas fábricas. Enquanto o desemprego no setor industrial se agravou, os números mostram que a produção está em alta, como é o caso da indústria automobilística. Mesmo os setores que enfrentam relativa paralisação vêm de um período em que acumularam lucros recordes.

“Os patrões têm garantido seus lucros à custa do aumento da exploração da nossa força de trabalho, bem como graças ao repasse pelo governo de dinheiro público, por meio de incentivos e isenções fiscais às empresas. Portanto, temos todos os motivos para lutar por nossas reivindicações”, afirma o presidente Vivaldo Moreira Araújo.

A estabilidade no emprego, prevista na pauta de reivindicações, é uma das principais bandeiras dessa campanha salarial, ao lado da redução da jornada.

“Com o aumento do desemprego, sobrou um verdadeiro massacre sobre os trabalhadores que estão nas fábricas. Esta será uma campanha em que teremos de resistir fortemente contra o arrocho salarial que os patrões certamente tentarão impor. Vamos à luta para garantir a reposição integral da inflação, aumento real e garantia de emprego e direitos”, disse o presidente do Sindicato.