Educação gaúcha entra em estado de greve

Educadores dizem não a projeto do governoUma assembleia geral de educadores, na tarde de sexta feira, dia 20 de novembro, reuniu cerca de 4 mil trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul. A categoria ignorou o tempo chuvoso e manifestou sua indignação com os projetos do governo que pretendem destruir as conquistas feitas ao longo de 30 anos de luta.

Apesar do título enganoso e irônico de “Pacote de Bondades”, a categoria reconhece seu verdadeiro caráter autoritário e mentiroso. O projeto exclui quase 90% dos profissionais da educação, além de mexer profundamente na vida funcional de todos. Em verdade, ninguém será beneficiado pelo tal completivo que somente engessa os salários, desmantela o plano de carreira e extingue a paridade entre ativos e aposentados, além de não contemplar os servidores de escola.

A partir do início da semana, até a próxima assembleia geral, os trabalhadores em educação estarão permanentemente na Praça da Matriz, na Assembleia Legislativa e em outros locais exigindo a retirada dos projetos e defendendo os direitos conquistados. Desde o início do governo Yeda Crusius (PSDB), a educação enfrentou inúmeros ataques, como enturmação, multisseriação, fechamento de escolas e setores de apoio, além das salas de aula de lata. O processo de destruição não acabou, estendendo-se sobre a carreira dos educadores.

Como decisão desta assembleia, os educadores gaúchos exigem a imediata retirada das propostas encaminhadas à Assembleia Legislativa, aprovaram o estado de greve e marcaram uma nova assembleia geral para o dia 9 de dezembro.

  • Chega de ataques aos direitos dos trabalhadores em educação!
  • É preciso ir à luta e derrotar este governo corrupto, mentiroso e autoritário!
  • Não ao completivo! Reajuste já!
  • Vamos construir a greve!
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