Eduardo Exposito: ‘Um dirigente apaixonado pela revolução’

Leia a nota do Secretariado da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI), após o falecimento do trotskista argentinoNo dia 21 de maio, em Rosario, Argentina, após um longo período doente, faleceu Eduardo Exposito, dirigente de longa trajetória na corrente morenista.

Ao final da década de 1950, durante a resistência peronista na Argentina, Eduardo ligou-se ao grupo Palabra Obrera quando era trabalhador do setor de eletricidade, na cidade de La Plata. Nos anos 70, foi o dirigente da regional Rosario do Partido Socialista de los Trabajadores.

A partir do golpe militar de 1976, ajudou a reorganizar o partido na clandestinidade e também foi colaborador de Nahuel Moreno no exterior, ajudando na construção dos partidos peruano e colombiano e cumprindo um papel importante nas tarefas que levaram à fundação da LIT-QI, em 1982.

Voltou esse ano para a Argentina, para somar-se na construção do Movimiento al Socialismo (MAS). Depois da morte de Nahuel Moreno, em 1987, ao final dessa década e início dos anos 90, chegou a ser o dirigente mais importante do MAS e da LIT-CI.

Com a divisão da nossa corrente, em 1992, Eduardo integrou o MST argentino e a UIT a nível internacional, até 1998. Posteriormente, manteve uma militância política e sindical em Rosario. Em julho de 2005, participou como convidado do VIII congresso da LIT-QI.

No dia 21 de junho se realizará uma homenagem no Centro Cultural La Toma (ex-supermercado Tigre) de Rosario.

Reproduzimos a seguir a carta que o Secretariado Internacional da LIT-QI enviou a sua esposa, Marcela, e aos camaradas que o acompanhavam no último período de sua militância.

“Recebemos a notícia do falecimento de Eduardo, após sua doença. Sentimos uma profunda dor com essa notícia.

Eduardo dedicou quase 50 anos de sua vida à militância revolucionária, como parte da corrente fundada por Nahuel Moreno e, apenas por esse fato, já merece nosso mais profundo respeito. Chegou a ser o mais importante dirigente do MAS e da LIT-CI e, durante vários períodos, compartilhamos com ele muitos momentos dessa militância, na Argentina e em outros países.

A crise e a implosão do MAS nos separou politicamente e, inclusive, fez com que nos enfrentássemos com dureza. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, nos aproximamos novamente e ele participou como convidado do VIII congresso da LIT-QI onde, apesar de já se encontrar enfermo, mostrou sua simpatia pelas tentativas de reagrupamento com outras correntes morenistas e seu entusiasmo pelo projeto da Conlutas.

Eduardo foi, sem dúvida, um dirigente que, por sua personalidade, nunca passava desapercebido. Com suas virtudes e seus defeitos, com seus acertos e erros, manteve uma característica inalterável ao longo de toda sua vida militante: a paixão revolucionária. Assim queremos recordá-lo, como um dirigente apaixonado pela revolução e pela ligação com a classe operária.

A Marcela, a todos os seus familiares, amigos e camaradas enviamos nossas condolências neste difícil momento.”

São Paulo, 21 de maio de 2008

Secretariado Internacional da LIT-QI
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