Durante coletiva, Cyro Garcia rebate falsas acusações e denuncia aumento da repressão


Presidente do PSTU-RJ afirmou ainda o orgulho do autofinanciamento do partido

No início da tarde desse dia 14, na sede do PSTU-RJ, o presidente estadual do partido e ex-deputado federal Cyro Garcia concedeu entrevista coletiva, no intuito de esclarecer, uma vez mais, as acusações sem nenhuma base factual feitas pelo advogado dos jovens presos acusados de acender o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade.

Cyro afirmou que o PSTU polemizou publicamente, desde o início das Jornadas de Junho, sobre a chamada tática “black bloc”: “Não apoiamos as ações isoladas do movimento de massas. Isso só serve para afastar os trabalhadores das manifestações e amedrontar a população, fazendo assim o jogo dos governos. A falta de organicidade desse setor do movimento favorece a infiltração de provocadores completamente alheios ao movimento social“, disse. Cyro também disse acreditar que esta nova onda de repressão visa atacar todos os partidos de esquerda e reafirmou a necessidade de uma unidade do PSTU-PSOL-PCB, movimentos sociais e sindicatos nas ruas e uma Frente de Esquerda nas eleições, como mais uma forma de conter a ofensiva de criminalização dos movimentos sociais por parte dos governos e partir para uma ofensiva programática contra os governos, que seguem negando direitos a população.

Durante a coletiva, Cyro Garcia, em nome de todo o PSTU, prestou a “mais irrestrita solidariedade a família de Santiago Andrade e Tasman Accioly“, o camelô que morreu atropelado por um ônibus enquanto buscava refúgio das bombas atiradas a esmo pela polícia militar.

Segundo Cyro, a responsabilidade pelo caos nas ruas segue sendo dos governos. “Para acabar com o caos das ruas, basta que os governos Dilma, Cabral e Paes tomem medidas muito simples: ouçam as vozes das ruas e acatem as reivindicações mais básicas dos trabalhadores, como transporte público de qualidade, saúde decente e educação gratuita e de qualidade“, disse Cyro Garcia, complementando que a responsabilidade pelas mortes no Rio é da política de segurança fascista implementada por Cabral e Beltrame.

Na próxima segunda, o PSTU vai se reunir com a OAB e outras entidades da sociedade organizada e vai exigir que uma comissão formada por organizações da sociedade civil acompanhem as investigações, além de cobrar que se investigue as acusações de financiamento de provocadores nas manifestações: “Se tem alguém que recebe por isso, que se apure e prove, além de mostrar quem paga“, afirmou.

Antes encerrar, Cyro disse que o PSTU não vai sair das ruas: “As reivindicações populares estão no DNA do nosso partido. Não saímos, não sairemos das ruas e nelas vamos continuar!“, finalizou.