Dirigentes sindicais falam da preparação do ato do dia 16

“Dia 16, todos em Brasília contra as reformas de Lula-FMI”
“Nos dias 13 e 14 de março, mais de 1.800 bravos companheiros demonstraram sua indignação com o que vem ocorrendo no Brasil; depois seminários e encontros ocorreram na maioria dos estados. Agora, precisamos fechar com chave de ouro a primeira etapa de nossa mobilização nos dirigindo a Brasília, no dia 16. Vamos defender os direitos, a organização sindical dos trabalhadores e reivindicar a recuperação e a valorização do serviço público, bem como a construção de um Estado que represente os interesses dos trabalhadores”.
José Domingues Filho, professor da UFMT e 1º Vice-Presidente do ANDES-SN

“Formar as caravanas e lotar Brasília”
“Em 2003, os servidores foram a Brasília lutar contra a reforma da Previdência de Lula. Este ano, o governo aponta suas baterias contra todos os trabalhadores, com as reformas Sindical e Trabalhista. Portanto, é chegada a hora de todos nós, trabalhadores do setor público e privado, lotarmos Brasília, no dia 16, contra as reformas e a atual política econômica, que arrocha salários e privilegia o pagamento dos juros.
O Unafisco está colaborando ativamente da construção deste dia, tendo já participado dos Encontros e distribuído 15 mil exemplares da cartilha “Reforma Sindical e Trabalhista: O que você tem a ver com isso?” Também produzimos um panfleto e estamos estimulando as Delegacias Sindicais do Unafisco e outras categorias a formarem caravanas para Brasília no dia 16”.
Maria Lúcia Fattorelli, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco)

“Servidores de 18 cidades de São Paulo vão a Brasília”
“O chamado da Conlutas para o dia 16 tem como prioridade a mobilização para barrar as reformas Sindical e Trabalhista. Mas, também tem o objetivo de construir e apoiar as lutas por emprego, salário, terra e moradia, assim como barrar a Alca e a entrega da soberania. Nós, municipais, saímos de Luiziânia com a tarefa de organizar frentes de luta na nossa esfera. Estivemos reunidos no Celutas/SP, com a presença de 18 municípios, e nos reunimos no dia 22 de maio, no Sindicato dos Servidores Municipais de Campinas, para organizarmos nossa ida a Brasília”.
Sérgio Marçal, do diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Santo André

“Um grande ato nacional contra o governo”
“O governo Lula aplica a política do FMI, provocando arrocho e desemprego. Frente a isso, os trabalhadores vão à luta. Só que essas lutas não contam mais com a CUT que, hoje, está do lado do governo. Os dirigentes e ativistas que participaram dos encontros em Luziânia e nos estados decidiram tocar suas mobilizações e unificá-las. Daí nasceu a Conlutas, que tem pela frente o desafio de um grande ato nacional contra o governo Lula. Para garanti-lo, é preciso levar a discussão para a base, fazer ampla distribuição dos materiais e, sobretudo, cada sindicato deve garantir o máximo de ônibus para Brasília”.
Zé Maria, da Executiva Nacional da CUT

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