Direto de Mumbai

  • PSTU participa de debates

    `FábioO PSTU também esteve presente em Mumbai, na Índia, e participou de dois eventos. No dia 18 houve um seminário sobre Globalização e Imperialismo, organizado pelo Mazdoor Mukti Comittee, uma organização socialista de Calcutá. Além de um representante do Comitê, participaram como convidados uma socialista independente indiana, o britânico Chris Harman, do Socialist Workers Party, e Fábio Bosco, do PSTU. Foram três horas de debate, com cerca de 200 presentes, em sua maioria indianos e coreanos.

    No dia 20, ocorreu uma oficina da revista Marxismo Vivo, que contou com a presença do trotskysta indiano Sushovan Dhar, da Alternativa Anti-capitalista, e de Fábio Bosco, do PSTU. Sushovan falou sobre a experiência com o governo de “esquerda” de Bengala Ocidental, liderado há 25 anos pelo Partido Comunista Indiano. Fábio falou sobre a América Latina e as alternativas para a classe trabalhadora. Os cerca de vinte presentes, a maioria indianos, participaram ativamente da discussão, que durou três horas. Estas atividades foram importantes para estabelecer os primeiros contatos com a realidade da esquerda indiana, hegemonizada pelo maoísmo.

  • Governo Lula é criticado

    Na maioria das conferências e seminários que participaram no Fórum Social Mundial, dirigentes sindicais e representantes governistas, ligados ao PT, procuraram defender ou justificar a política do governo Lula.

    No painel sobre dívida externa, promovido pelo Jubileu Sul, o governo Lula sofreu críticas contundentes. A presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco), Maria Lucia Fattorelli, denunciou a política do governo Lula de não ruptura com o Fundo Monetário Internacional, o que, segundo ela, entre outras conseqüências, provocou a reforma da Previdência, a continuidade tanto da participação nas negociações sobre a Alca como da política de privilégio aos banqueiros. “O mais grave é que, se os trabalhadores confiam em Lula, acreditarão que o governo não tinha outra alternativa”, comentou Fattorelli, defendendo a auditoria sobre as dívidas brasileiras.

    Post author Cláudia Costa
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