Dia 23: 1,5 milhão de pessoas se manifestaram!

O dia 23 foi um dia vitorioso! Um dia de mobilização, protestos radicalizados, greves e paralisações de estradas e avenidas nas principais cidades do país.

A estimativa da Conlutas é de que 1,5 milhão de trabalhadores dos setores público e privado, sem-terra, sem-teto e juventude, em todo país, tenham participado de protestos e manifestações.

Abaixo, publicamos o quadro final das mobilizações.

PARÁ
Paralisações:
Servidores públicos da UFPA (Universidade Federal do Pará), UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), Ibama, Incra, Funasa e professores da rede estadual de ensino.

Operários da Construção Civil realizaram uma greve de advertência que foi duramente reprimida pela Policia Militar da governadora Ana Julia (PT).

600 famílias do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) ocuparam a barragem de Tucuruí. A polícia reagiu violentamente, atirando balas de borracha contra os manifestantes e deixando feridos.

Agricultores ligados à Conlutas ocuparam a Fazenda Oriental, na região nordeste do Estado. Os condutores de Ananindeua continuam em greve. Estudantes e professores da Escola Federal de Agrotécnica bloquearam a BR 316.

No final das manifestações aconteceu um ato com a participação de cinco mil trabalhadores, sendo que três mil eram da construção civil.

BAHIA
Paralisações:
professores estaduais, professores municipais de Salvador, professores da Universidade Estadual da Bahia, funcionários da UFBA e Sinasefe.

SERGIPE
Paralisações:
petroleiros, professores da rede estadual, Ibama, trabalhadores da DRT, funcionários dos órgãos federais (Incra, Funasa, INSS), servidores da UFS e do Cemar-SUS.

Ato unificado com a presença da Conlutas, CUT, MST, Sindipetro AL/SE, Sintes e Sindicagese.

Bloqueios das estradas AL-115, BR-101 e no Alto Sertão Sergipano. Cerca de 2.500 camponeses trancaram a via estadual.

ALAGOAS
Paralisações:
Professores da rede estadual e da Universidade Federal de Alagoas.

Cerca de 300 ativistas bloquearam o tráfego na BR-101 por mais de quatro horas. O protesto contou com a participação de tribos indígenas contra a transposição das águas do rio São Francisco. Participaram, ainda, Conlutas, alguns Centros Acadêmicos da Ufal, Sindjus, Adufal, Simesc, Sintsep-AL, coletivo “Além do Mito”, coletivo feminista da Ufal.

Em Delmiro Gouveia, no sertão de Alagoas, agricultores ocuparam uma agência bancária.

PIAUÍ
Paralisações:
Incra, Iphan, professores da rede estadual, professores da universidade estadual (Uespi), servidores municipais de Teresina, bancários e trabalhadores da saúde estadual.

Ato unificado com a presença da Conlutas, Intersindical e CUT.

PERNAMBUCO
Paralisações:
Metrô, INSS, professores municipais de Recife, professores do estado, servidores e docentes da Universidade Federal e Rural, Sinasefe e servidores federais (Condsef).

Trabalhadores rurais e urbanos bloquearam a BR-423, na entrada do município de Garanhuns (PE). A ação está sendo realizada por famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra e do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), quilombolas e trabalhadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Pernambuco.

No sertão de São Francisco, mais de mil famílias sem-terra bloquearam a ponte Presidente Dutra que liga Petrolina a Juazeiro. Foram doze bloqueios de estradas em rodovias de Pernambuco até agora: BR-408 (município de São Lourenço da Mata); BR-316 (município de Petrolândia); BR-110 (município de Ibimirim); BR-232 (município de Gravatá); BR-101 Sul (município de Escada); BR-232 (município de Pesqueira); BR-104 (município de Caruaru); BR-101 Norte (município de Goiana); BR-232 (município de Serra Talhada); BR-428 (município de Cabrobó); e BR-423 (município de Garanhuns).

PARAÍBA
Paralisações:
Banco do Brasil, servidores da universidade, do Incra, do Ibama, Sinasefe, professores da rede estadual, professores de Bayeux e Santa Rita e trabalhadores dos Correios.

Ato unificado com a presença da Conlutas, Intersindical, CUT e movimentos sociais do campo e da cidade.

Bloqueios da BR-412 e em três pontos da BR-230.

RIO GRANDE DO NORTE
Paralisações:
servidores federais (INSS, DRT, DNOCS, Ibama, Incra, Funasa), Policia Federal, ferroviários, professores da rede estadual e municipal de Natal, agentes comunitários e de endemias, trabalhadores da Universidade Estadual do RN e Hospital Universitário.

Ato com a participação de 800 pessoas.

CEARÁ
Paralisações:
servidores federais (Ibama, Incra e DNOCS), Sinasefe, professores estaduais e professores municipais de Fortaleza.

O MST fez bloqueios na BR-222 e BR-116.

Houve uma passeata às 18h da praça da Bandeira até a praça José Alencar.

MARANHÃO
Paralisações:
professores e servidores estaduais, funcionários do Ibama, servidores da UFMA, funcionários do Iphan. Banco do Brasil paralisou por 2 horas.

RIO DE JANEIRO
Paralisações:
professores da rede estadual do Rio de Janeiro (realizaram ato na porta da prefeitura com 5 mil pessoas), Caxias, Niterói e São Gonçalo; servidores federais (Sintrasef), Colégio Pedro II e servidores da UFF, UFRJ e Rural.

Ato unificado com a presença de sete mil pessoas.

O MST fechou três rodovias federais no interior do Rio de Janeiro. Os trancamentos aconteceram em Barra do Piraí, Cardoso Moreira (região sul) e Campos dos Goytacazes (norte fluminense).

ESPÍRITO SANTO
150 trabalhadores do MST paralisaram a BR-101 no município de Itapemirim.

SÃO PAULO
Paralisações:
professores da rede estadual de São Paulo, Fatec, Sinasefe, servidores federais (Sindsef) INSS, bancários do Banco do Brasil e trabalhadores e estudantes das universidades estaduais. BB paralisou 10 agências e 2 prédios administrativos.

Santos
Bloqueio das rodovias Anchieta e Piaçaguera-Guarujá.

Campinas
Paralisações:
Bosch, Toyota e Honda.
Ato unificado no centro com três mil pessoas.

Ribeirão Preto
Paralisações:
servidores municipais do Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) atrasaram em 1 hora a entrada do primeiro turno.

Militantes do MLST ocuparam a rodovia Atílio Balbo, no km 332, altura do pedágio que liga a cidade de Sertãozinho a Ribeirão Preto.

Registro
Paralisação:
DRT

Ato unificado em frente ao INSS com a presença da Conlutas, CUT e outras entidades.

Vale do Paraíba
Paralisações:
metalúrgicos da GM realizaram uma passeata de dois quilômetros até a entrada da montadora. A produção da empresa atrasou em duas horas na entrada do primeiro turno. Na Bundy, do setor de autopeças, também houve atraso de uma hora na produção. Os trabalhadores da Embraer (Eugênio de Melo) e da Heatcraft desceram dos ônibus e foram a pé às portarias de suas fábricas, num trajeto que demorou 40 minutos. Também houve paralisação na LG.Philips, Gerdau, Winnstal, Swissbras e Tecsat. Na Swissbras, a PM agiu com arbitrariedade e violência, apesar da adesão integral dos trabalhadores ao movimento.

Bloqueio da Via Dutra, com cerca de mil trabalhadores da ocupação Pinheirinho, por uma hora.

MINAS GERAIS
Paralisações:
metroviários, Ibama, Ourobel. Trabalhadores em educação de diversos municípios estão paralisados, com destaque para as cidades de Belo Horizonte, Contagem, Divinópolis e Pirapora. O Hospital Santa Casa de Misericórdia paralisou suas atividades por duas horas. Estudantes e servidores da Universidade de Minas Gerais também pararam. Trabalhadores da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) paralisaram. Cefets estão paralisados na capital e no interior.

Trabalhadores rurais sem-terra ligados ao MTL (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade) ocupam a sede do Incra, em Belo Horizonte, desde a noite de ontem. Estudantes secundaristas interditaram a rua Pará de Minas, em BH. Estudantes e servidores técnico-administrativos da Universidade de Federal de Juiz de Fora realizam paralisação e manifestação na reitoria da Universidade.

Contagem
Paralisações:
trabalhadores em educação e servidores da saúde.

Pirapora (região Norte do Estado)
Vindos de diversas cidades, trabalhadores em educação, estudantes, metalúrgicos, pescadores e MST realizaram manifestação no centro da cidade, com mais de 500 pessoas. Participação da Articulação Popular contra a transposição do rio São Francisco.

Sul de Minas
Estudantes, trabalhadores, metalúrgicos e MST bloquearam a BR-381 (Fernão Dias), no cruzamento da cidade de Três Corações. Participam manifestantes de Itajubá, Campo do Meio, Cambuí e Extrema.

Congonhas
Os mineiros da Cia. Vale do Rio Doce da Mina da CSN paralisaram suas atividades por duas horas, realizando assembléia junto ao Sindicato Metabase.

Região do Centro Oeste Mineiro
Mobilizações em Divinópolis, Itaúna e Santo Antônio do Monte. Uma manifestação unificada aconteceu em Divinópolis, com o fechamento da ponte de acesso à cidade. Uma delegação se deslocou para o ato em BH.

Uberlândia
Mobilizaram-se professores da rede pública estadual, vigilantes, trabalhadores da construção civil, servidores da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), estudantes e trabalhadores rurais.

SANTA CATARINA
Paralisações:
IBGE, Sinasefe, servidores federais (Consef), INSS e professores da rede estadual.

Ocupação da área que limita os estados de SC e RS pelo MAB

RIO GRANDE DO SUL
Paralisações:
servidores municipais de Porto Alegre e servidores da UFRGS.

Ato unificado com mais de três mil pessoas no centro de Porto Alegre. Houve enfrentamento com a Brigada Militar.