CUT transforma o 1º de Maio em ato de apoio ao governo

Central gasta R$ 3,6 milhões e revela fórmula para festa melhor que a da Força: ‘Não teremos playback’

Esse ano, a CUT traz uma triste novidade no 1º de Maio de São Paulo. Vai comemorar esta data exatamente como faz a Força Sindical. Uma mega-festa, com artistas, e serviços sociais que o Estado não garante à população no dia-a-dia. A Força ainda sorteia casas e apartamentos. O mega-evento da CUT custará cerca de R$ 3,6 milhões. Será pago por empresas. A produtora responsável pela captação de recursos é a mesma que age para a Força Sindical.

Os dirigentes da CUT dizem que o evento será melhor que o da Força Sindical. O presidente da CUT-SP, Edílson de Paula Oliveira, chegou a afirmar “que diferentemente dos shows da Força [Sindical], os nossos serão todos ao vivo. Não terá playback”.

Enquanto as duas centrais viram “promotoras de festas” e brigam para realizar a maior mega-festa em São Paulo, os trabalhadores no Brasil sofrem com o arrocho salarial e com o desemprego, cada mais elevado.

Na mega-festa da CUT um dos homenageados será o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a justificativa de que ele é um operário que veio da pobreza. Só que esse “operário” é hoje o presidente que segue a cartilha do FMI, jogando a população trabalhadora na fome e na miséria. É também o mesmo presidente que quer flexibilizar os direitos dos trabalhadores, como as férias, 13º, FGTS entre outros. Na verdade, por trás dessa conversa fiada, o que se tem é a transformação dessa mega-festa em um ato de apoio ao governo, no momento em que ele está caindo nas pesquisas.

Essa homenagem é uma provocação barata. Um desrespeito aos trabalhadores que estão passando por dificuldades por conta da política econômica do governo Lula.

NOSSA RESPOSTA

Um 1º de Maio de luta por emprego, salário e terra

O 1º de Maio não é um dia de festa! É um dia de luta pelas reivindicações históricas da classe trabalhadora. E foi neste sentido, que o Encontro Sindical Nacional realizado em Luziânia, no mês de março, apontou a necessidade de se organizar no país inteiro um 1º de Maio de luta, que una os trabalhadores da cidade, do campo, do movimento social e popular e os estudantes. E é esse o exemplo de São Paulo, que vai realizar um ato na Praça da Sé, às 10h, com a participação da Pastoral Operária, dos movimentos do campo, dos sem teto, dos sindicatos e de partidos de esquerda.

Post author Dirceu Travesso, da CUT/SP e da Direção Nacional do PSTU
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