Crescem as greves dos servidores em São Paulo

O governo estadual justifica o não atendimento das reivindicações dos servidores devido à necessidade da aplicação da Lei de Responsabilidade Fisca. Neste ponto, Lula e Alckmin estão afinados, pois ambos defendem a necessidade de arrochar os salários dos trabalhadores para que o estado tenha dinheiro para pagar os grandes banqueiros.

Saúde: Justiça proíbe desconto de dias de greve

Apesar da truculência do governo estadual com ameaças de corte de pagamento de e dias parados, a greve na Saúde continua e obteve uma importante conquista na justiça. O governo do Estado de São Paulo não poderá descontar os dias parados. A greve mantém 29 hospitais e cerca de 38 mil servidores de braços cruzados.

Trabalhadores das Universidades Estaduais entram na briga

A greve de professores e funcionários das estaduais ganha corpo e vem crescendo. Na USP, mais de 50% dos professores e 70% dos funcionários estão paralisados. Na Unesp, professores e funcionários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Os docentes e funcionários da Unicamp entraram em greve no dia 25.

Unificar a luta contra a política de arrocho

Diferentemente do que faz a maioria da CUT/SP, que não critica a política econômica do governo Lula, o que une todos os trabalhadores é a luta contra essa política de arrocho, representada em São Paulo pelo Geraldo Alckmin.

Portanto, é fundamental a unificação das lutas no estado. No dia 3 de junho, os servidores das universidades estão convocando uma passeata com concentração no MASP, a partir das 12 horas. É preciso transformar essa atividade em um dia de mobilização de todas as categorias em luta.

Post author Dirceu Travesso, da CUT/ SP e da Direção Nacional do PSTU
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