O último dia 2 de maio foi marcado por uma forte mobilização nacional dos petroleiros contra a formalização do pedido do Ministério das Minas e Energia ao Ministério da Economia para que a Petrobras seja incluída no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Com isso, o governo Bolsonaro dá oficialmente o primeiro passo visando a privatização da estatal.

A mobilização foi convocada de forma unitária pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), e também marcou o começo da Campanha reivindicatória da categoria (Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2022).

O ato principal ocorreu em frente ao Edifício Sede da Petrobras (Edisen), na cidade do Rio de Janeiro, base do sindicato da categoria – Sindipetro-RJ (FNP) –, com a participação de cerca 500 trabalhadores. Foram protocoladas conjuntamente pelas duas federações as pautas reivindicatórias do ACT 2022.

“Foi um importante de dia de mobilização contra a privatização da Petrobras pelo governo Bolsonaro e seus aliados, a exemplo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PL-AL), que apresentou um projeto de lei para passar a jato a desestatização, com a venda das ações, em que a União deixará de ter maioria para dirigir a estatal. Há um questionamento legal sobre essa proposta colocada pelo Lira, mas quantas ilegalidades não foram aprovadas na Câmara e homologadas pelo STF [Supremo Tribunal Federal]? Temos que apostar na luta e fortalecer a campanha em defesa da Petrobras 100% estatal”, afirma Eduardo Henrique, secretário-geral da FNP e diretor do Sindipetro-RJ.

CSN – VOLTA REDONDA (RJ)

Oposição lança chapa unitária às eleições do sindicato

| DA REDAÇÃO

A Praça Juarez Antunes, palco de lutas históricas da classe trabalhadora brasileira, em especial dos operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – Unidade Presidente Vargas, em Volta Redonda (RJ), foi o local escolhido para o lançamento da “Chapa 2 – Hora da Mudança”, que tem como candidato à presidência o cipeiro de luta Edimar. O vice-presidente é Odair, da Comissão de Base dos Trabalhadores.

Protagonista em uma das principais lutas operárias travadas no país em 2022, a Comissão de Base dos Trabalhadores da CSN, com o apoio da CSP-Conlutas, juntou-se à histórica e combativa Oposição Metalúrgica e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para concorrer nas eleições do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense.

Os metalúrgicos da CSN agora poderão mudar os rumos do sindicato da categoria, que há anos é dirigido burocraticamente pela Força Sindical. A Chapa 2 construirá um sindicato combativo e democrático, para iniciar uma nova era de lutas e conquistas para os metalúrgicos da CSN e de toda a região. A chapa terá como centro da campanha a defesa da reintegração de todos os trabalhadores demitidos por exigirem seus direitos e a pauta econômica da Campanha Salarial.

JACAREÍ (SP)

Sem acordo entre sindicato e Caoa Chery, demissões seguem canceladas

As demissões realizadas pela Caoa Chery, na montadora de Jacareí (SP), estão suspensas por determinação da Justiça do Trabalho, em resposta à ação civil pública movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (filiado à CSP-Conlutas). A empresa tentou reverter a decisão judicial, mas o pedido foi rejeitado.

No último dia 1º. de maio, uma nova audiência entre o sindicato e a Caoa Chery foi realizada no Ministério Público do Trabalho, mas terminou sem acordo. O sindicato defende que seja implementado o layoff com mais três meses de estabilidade e a permanência da fábrica em Jacareí. A Caoa Chery insiste em não aceitar o layoff. Essa postura vai contra o compromisso assinado por seus representantes em ata de reunião, ocorrida dia 10 de maio. Na ocasião, a empresa concordou com a proposta de layoff. Em seguida, recuou da decisão.

Os trabalhadores seguem acampados na porta da fábrica. “Vamos continuar organizando e mobilizando os trabalhadores, com o acampamento na porta da fábrica, assembleias e manifestações. Já conseguimos importantes vitórias na luta e no tribunal, e continuaremos trilhando esse caminho”, afirma o presidente licenciado do sindicato, Weller Gonçalves, militante do PSTU.