Construir a greve dos petroleiros pela base

Cada vez fica mais claro que a FUP e a maioria dos sindicatos já optaram de que lado estão. Aliados ao governo, estão sendo usados para desmobilizar nossa campanha. É por isto que no dia 25 não houve um chamado forte que unificasse a categoria nacionalmente e possibilitasse uma mobilização igual ou superior a do dia 10/9. Enquanto a base comparecia para conquistar na luta uma campanha vitoriosa, a FUP e os sindicatos tentavam a todo o momento jogar a ilusão, junto com a empresa, de que uma “outra proposta” digna seria apresentada aos trabalhadores. O que se viu foi a base atropelando a FUP e as direções sindicais e construindo mais esta mobilização com determinação.

Proposta de Eduardo Dutra e Lula repete a da gestão anterior

A proposta apresentada aos trabalhadores muda a forma e a aparência, porém, mantém a mesma filosofia da gestão de Gros/FHC/FMI. A política era romper com nossa relação trabalhista e aplicar um novo modelo apoiado na retirada de direitos. A “nova” proposta da empresa mantém isso.

Propõe um reajuste diferenciado entre ativos e aposentados e a alteração do estatuto da Petros de forma a extinguir a vinculação. Com isso segue a mesma lógica da reforma da Previdência — benefício total aos banqueiros.

A proposta de reajuste salarial é a continuidade da política de arrocho para garantir o superávit primário e continuar pagando os juros da dívida externa. Não reintegra os punidos da greve e continua com a política de discriminação aos novos.

FUP é governista. Que a base tome a direção da campanha!

Diante desta proposta da empresa que mantém a essência dos ataques a categoria, a FUP sai em defesa do que chama de avanços da negociação. Neste momento, a aliança/subserviência ao governo é tamanha que não existe diferença entre o que fala a FUP e a Petrobrás.

Essa postura mostra que é necessário e possível tomarmos a campanha em nossas mãos e unificar pela base nossa luta e construir a greve nacional. Sendo assim, todas as assembléias ou setoriais devem eleger comandos de mobilização com poderes superiores ao da diretoria do sindicato para tocar a campanha. Pela presença de todos os representantes do comando no Conselho Consultivo da FUP. Que todas as bases e reuniões rejeitem a proposta da empresa. Por um dia nacional de luta em defesa da Petrobrás e pela retirada dos sindicatos das comemorações dos 50 anos da empresa.

Post author Willian Côrbo,
de Duque de Caxias (RJ)
Publication Date