Congresso Nacional aprova Reforma Política e impõe um retrocesso para o país

    Depois de votada no Senado, a proposta de Reforma Política voltou para a Câmara e foi aprovada em definitivo no dia 9 de setembro

    sistema político brasileiro que já era profundamente antidemocrático ficou pior

    Depois de votada no Senado, a proposta de Reforma Política voltou para a Câmara e foi aprovada em definitivo no dia 9 de setembro. Trata-se, na verdade de uma contra-reforma, pois impõe muitos retrocessos e nenhum avanço ao sistema político vigente no Brasil.

    A proposta aprovada legaliza o sistema de propinas que financia os partidos e as campanhas eleitorais ao legalizar a “contribuição” empresarial para financiar as campanhas dos partidos. Além disso impõe um enorme retrocesso em termos de democracia nas eleições.

    O sistema político brasileiro já era profundamente antidemocrático, e uma das expressões disso era a distribuição completamente desigual do tempo na TV e Rádio para a propaganda e campanhas eleitorais dos partidos. Agora ficou pior.

    Partidos como o PSTU, o PCB e PCO ficam fora da TV e do Rádio, de fato. Isso, num país com as dimensões do Brasil significa, de fato, jogar estes partidos na semi-ilegalidade. Tira-lhes o direito de levar suas propostas à população, e tira o direito da população de conhecer as propostas destes partidos, seja para concordar ou para discordar delas. Até partidos que tem alguma representação parlamentar, como o PSOL, o PCdoB, o PV são prejudicados.

    O que era ruim, ficou ainda pior. As organizações da classe trabalhadora e da juventude precisam exigir, mais do que nunca, liberdade de organização e expressão dos partidos, exigir democracia nos processos eleitorais. Devemos fazer isso, sem dúvida, neste momento.

    Ao mesmo tempo, é preciso tirar conclusões desta realidade. Mais do que nunca se confirma que é só através das lutas e das organizações dos trabalhadores que construiremos uma alternativa da nossa classe para o país. Por meio deste sistema que aí está nada vai mudar para os trabalhadores. A não ser para pior.

     
     
     

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