Cinta-larga: um povo à beira do extermínio

Rondônia, mais uma vez, se torna palco de discussões sobre confrontos entre indígenas e não-indígenas. O garimpo ilegal na terra indígena Roosevelt, dos Cintas-largas, provoca conflitos, com imagens distorcidas, por conta da mídia, que trata o assunto de maneira leviana, gerando revolta na população não-indígena, devido ao desconhecimento dos fatos. Faz das vítimas, os algozes. Não diz que o povo cinta-larga teve sua população quase dizimada por invasões de suas terra por todo tipo de pessoas interessadas em usufruir suas riquezas, o que resultou na redução de sua população de 80 mil pessoas, na década de 50, para menos de quatro mil, na década de 80. Atualmente, a população é de sete mil indígenas.

A história do povo Cinta-larga é de resistência e genocídio. O massacre mais conhecido, inclusive com repercussão no exterior, foi o de Aripuan㠖 chamado de Massacre do Paralelo 11, em 1963, quando uma aldeia inteira foi destruída por bombas. As crianças que sobreviveram foram deixadas para morrer e as mulheres caçadas, violentadas e esquartejadas ainda vivas.

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