Chega de Dilma e da venda dos ativos da Petrobrás


Petroleiros paralisam contra privatização da Transpetro

Na sexta, 12 de junho, aniversário da Transpetro, os petroleiros não tiveram nada para comemorar e resolveram ir à luta em todo Brasil em um dia nacional de paralisações.

A presidente Dilma Roussef (PT) e a nova diretoria da Petrobrás, encabeçada por Ademir Bendine, anunciaram a venda dos ativos da Petrobrás. Dentre estes, as ações da BR Distribuidora. Anunciaram ainda a privatização das Unidades Termelétricas, as Fafens (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenado), os poços maduros do Nordeste, a entrega de navios e da Transpetro. É o desmonte do Sistema Petrobrás, parte do plano de desinvestimento.

Nas bases do Sindipetro AL/SE, os trabalhadores da Tecarmo/Polo Atalaia paralisaram por 24 horas. A assembleia contou com a participação de um petroleiro venezuelano, Endy Torres, que falou da luta contra a privatização da PDVSA, empresa estatal da Venezuela, em 2002. 

Na Transpetro Maceió, em Alagoas, foi realizado atraso de duas horas. Como protesto, os trabalhadores se recusaram a participar do café da manhã promovido pela companhia em comemoração ao aniversário.

No Rio de Janeiro foi atraso de 1 hora no TEBIG, e assembleia no TABG. No TECAB, Norte Fluminense, o sindicato da FUP não apareceu, mas a Oposição fenepista e os trabalhadores da base organizaram uma panfletagem e repartiram o bolo de “descomemoração”. No TECAM, em Taubaté, a paralisação foi o dia inteiro. Houve manifestações em Alemoa, Pilões, na Replan e na Revap no estado de São Paulo. No TAVIR e TABR no Espírito Santo. E ainda no Maranhão e no Pará.

Petrobrás estatal
A saída é lutar por uma Petrobrás 100% estatal e pública, controlada pelos trabalhadores e a serviço da população brasileira. Com isso, é possível garantir empregos, rebaixar as tarifas, como o gás de cozinha, dos combustíveis e da eletricidade, e melhorar a qualidade de vida.

Os trabalhadores da Petrobrás produziram em 2013 um lucro bruto operacional de R$ 70 bilhões. Em 2014 o lucro foi de R$ 80 bilhões. São 2,8 milhões de barris de petróleo por dia, 800 mil só no Pré-sal. E mesmo assim o governo Dilma anunciou que pretende entregar cinco blocos do Pré-sal e um do pós-sal.

Nosso objetivo é impulsionar uma campanha nacional, a partir da criação de comitês de base nos locais de trabalho e de ações para dialogar e alertar a população. Em Sergipe e Alagoas nós já começamos a desenvolver essa ideia. Nacionalmente, no dia 20 de junho, no Rio de Janeiro, haverá uma plenária nacional para organizar a luta” disse Clarkson Messias da coordenação da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

Basta de Dilma, PT, PMDB e PSDB
O Congresso da CSP-Conlutas votou pelo “Basta de Dilma, desse Congresso, do PMDB, PSDB” e demais alternativas de direita! Esteve presente uma grande delegação de petroleiros de todo Brasil que fizeram coro com esta palavra de ordem.

Os trabalhadores petroleiros já enfrentaram os governos Collor, FHC e até o exército contra o desmonte da Petrobrás. É hora mais uma vez de reagir e lutar, agora para derrotar o plano de privatização do governo Dilma e do PT. Não vamos deixar que vendam nossos empregos, nossas riquezas e nossa independência. É hora de enfrentar Bendine e a venda de ativos. 

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