Belém: Movimento Mulheres em Luta realiza debate sobre opressões

Coordenadora geral do sindicato da construção, Deusinha Almeida

No último dia 25 de novembro o Movimento Mulheres em Luta realizou, no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém (PA), um debate sobre o dia da consciência Negra e o Dia internacional de combate a violência à mulher. A atividade teve início com a comovente interpretação do poema “Eu sou carvão” pela atriz e ativista do movimento negro Well Macedo .

Em seguida, a coordenadora geral do DCE UFPA e ativista da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre), Karina Dias, falou sobre a luta do povo negro e da realidade que vive essa população em nosso país. “O Brasil é o país com a maior população negra no mundo, depois da África, mas isso não significa que essa população seja respeitada em sua cultura e seus direitos” afirmou Karina.

A representante do movimento mulheres em luta, Marcela Azevedo, desenvolveu uma análise da violência contra a mulher no Brasil e na região norte, além de fazer um balanço dos 5 anos de implementação da Lei Maria da Penha. “A lei foi importante para tipificar essa violência, mas a falta de investimento do Governo federal, desde Lula e passando pelo governo Dilma, impedem que ela seja de fato uma alternativa para as mulheres vítimas de violência doméstica” concluiu Marcela.

A coordenadora geral do sindicato da construção civil, Deusinha Almeida, fez uma saudação ao debate colocando a realidade de constante assédio moral por que passam as mulheres operárias nos canteiros de obra e afirmou “a nossa luta, enquanto mulheres trabalhadoras têm que ser junto com nossos companheiros e contra o capitalismo que nos oprime e explora” .

A atividade contou com a presença dos trabalhadores e trabalhadoras da construção civil, professores que acabaram de sair de greve, setores do funcionalismo público, do comitê Xingú Vivo, da juventude da ANEL, dentre outros.

Ao final, aconteceu a festa Black com apresentação de um grupo de Hip Hop e do grupo de chorinho “CHORAMINGANDOS” ambos ativistas na defesa e na valorização da cultura negra na cidade.