BB e CEF entram em greve

`PiqueteEm assembléias massivas realizadas no dia 13, os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal passaram por cima da direção majoritária (Articulação), rejeitaram a proposta das empresas e foram à greve.

Depois que a maioria da direção fechou acordo rebaixado nos bancos privados, tudo parecia caminhar para o encerramento da campanha salarial nos bancos federais.
A CEF informava que seguiria a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban): 12,6% de reajuste, contra a reivindicação de 21,58%. O BB propôs um reajuste de 12,6% sobre o piso salarial, gratificação de caixa e, aos que ganham acima do piso, reajuste de 6,14% sobre o salário-base. Os dirigentes da Articulação na Comissão de Empresa dos Funcionários e na Confederação Nacional dos Bancários (CNB) defenderam a proposta e foram derrotados em assembléias do país inteiro. A greve seguiu forte e radicalizada.

No dia 16, sentindo a força da greve, a direção do BB aceitou a proposta da FENABAN, de 12,6% para todos. Só que isso ainda é muito pouco! O arrocho é grande e a força da greve mostra que é possível arrancar os 21,58%. É a greve mais forte em 12 anos.

Assim que essa proposta foi oficializada, os dirigentes da Articulação, em aliança com a direção do BB, começaram uma operação desmonte para aprovar essa proposta rebaixada nas assembléias do dia 16. Em Brasília, mais de quatro mil bancários vaiaram o presidente do sindicato, rejeitaram a proposta e mantiveram a greve.
Quando fechávamos esta edição, as direções majoritárias dos sindicatos conseguiam aprovar a proposta e acabar com a greve.

Proposta dos bancos obedece à política econômica do governo

Os bancários dos bancos privados assinaram o pior acordo em quatro anos: 12,6% de reajuste, enquanto as perdas foram de 21,58% e o lucro dos banqueiros aumentou 184%. Nas estatais, a ordem do governo é economizar para o superávit primário.
A luta do BB e da CEF, portanto, não é apenas contra as direções dos bancos, mas também contra a política econômica do governo e do FMI.

Post author André Valuche,
da redação
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