Balbúrdia é esse governo! Bolsonaro e ministro do MEC cortam 30% do orçamento da UnB, UFF e UFBA

Bolsonaro dá posse ao ministro da Educação, Abraham Weintraub Antônio Cruz/Ag Brasil

João, do Rebeldia-SP

Depois de cortar R$ 5 bilhões da Educação, nesta terça-feira (30), o Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de 30% do orçamento (cerca de R$ 230 milhões) de três universidades federais: a Universidade de Brasília, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal da Bahia.

Várias outras instituições também tiveram corte de verbas, e já miram a Universidade Federal de Juiz de Fora. Esses cortes atingem as chamadas despesas que custeiam as bolsas de auxílio a estudantes, os gastos como água, luz, limpeza etc. Esse é mais um ataque de Bolsonaro e seus aliados. Já não resta nenhuma dúvida de que são inimigos da educação pública e gratuita e defendem um obscurantismo diante das ciências.

O próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que vai cortar recursos de universidades que não apresentarem “desempenho acadêmico” esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” e “evento ridículo” em seus campus. Essa é uma imposição meritocrática totalmente arbitrária, e é essa medida do MEC que beira o ridículo. Balbúrdia para o governo é uma atividade com o movimento sem-terra, debates políticos e qualquer atividade que não compactue com sua ideologia reacionária e conservadora! Esse corte de verbas vai piorar as condições de ensino e afetar a manutenção das universidades!

Este é mais um ataque à liberdade de expressão e de opinião. É uma tentativa de intimidar o movimento estudantil, os trabalhadores e impedir a discussão política nas universidades. As universidades públicas estão cada vez mais sucateadas, em estado de emergência, e é a própria ingerência dos governos e os crescentes cortes de verbas (desde os governos do PT) que impossibilitam a produção científica de forma pública e de qualidade.

O ministro fala de “estar bem no ranking”, mas o que é ranking quando os estudantes não têm nem bolsas de permanência suficientes, as moradias estudantis estão superlotadas, os auxílios cada vez menores e desvalorizados? Os estudantes pobres, negros e das periferias continuam sendo expulsos desse lugar, porque precisamos trabalhar, porque não conseguimos transporte até a universidade, porque não temos o mínimo de auxílio psicossocial. Abraham Weintraub disse que “a lição de casa precisa estar feita”, mas quem precisa fazer a lição de casa é ele. Weintraub quer que a universidade seja “mais produtiva”, mas o que quer dizer é que ela precisa estar a serviço dos interesses dos bancos, dar lucro, e transformar os estudantes em mão-de-obra barata para as grandes empresas.

Estudantes, trabalhadores e professores: nossa luta é uma só! Rumo à Greve Nacional da Educação dia 15 de maio! Temos que organizar nossa rebeldia e nossos planos contra esse governo para derrotar seus ataques desde já, em nossos locais de estudo, trabalho e moradia! Rumo à Greve Geral contra a reforma da Previdência, os ataques na educação e em defesa das liberdades democráticas!

Todo repúdio aos cortes de verba de Bolsonaro e Weintraub às universidades públicas!

Em defesa da educação pública, gratuita, laica, científica e politécnica!

10% do PIB para a educação pública já!

Não à privatização da educação! Estatização do ensino privado com a manutenção da matrícula dos estudantes! Perdão das dívidas do FIES!

Contra a intromissão ideológica do MEC e de Bolsonaro na educação!