Ato no Pará apóia greve da Educação e denuncia entrega do petróleo

Conlutas realiza plenária no EstadoNesta segunda-feira, 17 de outubro, dia em que o governo Lula iniciou a entrega de mais uma leva de poços de gás e de petróleo, cerca de 300 pessoas fizeram um ato no Centro de Belém do Pará. Por volta das 17h, começaram a chegar os representantes das categorias em greve da Educação Federal (UFPA, UFRA/Rural, CEFET e UEPA/Estadual) à Praça do Operário. Em seguida juntaram-se mais pessoas ligadas às oposições sindicais de bancários, urbanitários, Correios, Educação e do funcionalismo estadual. O movimento popular dos bairros Terra Firme e Aurá também marcaram presença.

O clima ficou ainda mais animado com a chegada de uma delegação de estudantes da Conlute, que gritavam palavras de ordem pela unificação das lutas. Os operários da construção civil, vindo diretamente dos canteiros de obras, chegaram em cinco ônibus. Eles formaram a maior bancada de categorias da passeata que reuniu mais de 300 pessoas.

O PSTU teve presença significativa na passeata que percorreu a principal avenida da cidade parando o trânsito por várias horas. De longe se via uma enorme faixa amarela levantada pelo partido exigindo o FORA TODOS!

A manifestação foi organizada pela Conlutas do Pará e terminou às 19h na Praça do CAN, local tradicional que reúne milhares de romeiros no Círio de Nazaré.

Conlutas do Pará já se prepara para o I Congresso
No sábado, 135 trabalhadores, camponeses, ativistas do movimento popular e estudantes reuniram-se para discutir a conjuntura política do país e a necessidade de fundar uma nova alternativa, com o I Congresso Nacional dos Trabalhadores (Conat), marcado pela Conlutas.

Pela manhã, durante a mesa de conjuntura, o debate concentrou-se na saída para a crise política que vive o governo Lula e o Congresso. Vários militantes do PSTU falaram, como Atnágoras Lopes (diretor do sindicato dos trabalhadores da construção civil), que reconheceu a importância do P-SOL na construção da Conlutas, mas questionou duramente a sua política de estar preso a democracia dos ricos e sua proposta de Plebiscito Popular e antecipação das eleições. Socorro Aguiar, do Comando de greve da UFPA, e Sebastião, da Conlute, lembraram ainda a falta de empenho deste partido para levar mais gente da base dos sindicatos e centros acadêmicos para esta importante plenária, o que seguramente aumentaria o número de presentes para 200 ou 250 pessoas.

Na discussão da tarde, o eixo foi em torno ao fortalecimento da Conlutas no Estado e contou com boas novidades. Possivelmente, nos próximos meses, dois novos sindicatos poderão se desfiliar da CUT e aderir à Conlutas, em seus congressos anuais: o dos servidores federais (SINDSEP) e o dos trabalhadores da Justiça Estadual (SINJEP). Por volta das 18h, a plenária terminou, em um clima de vitória e unidade.