Ato em BH exige fim da ocupação no Líbano

Vanessa Portugal, candidata ao governo de Minas pela Frente de Esquerda Socialista
Hermano Melo

Nesta quinta, 3 de agosto, aconteceu em Belo Horizonte uma manifestação contra a ocupação de Israel no Líbano, que reuniu diversas entidades e movimentos sociais na Praça Milton Campos, próximo ao centro da cidade. O ato foi uma iniciativa da Federação Árabe de Minas Gerais (Fearab), da Conlutas e de seus sindicatos, da CUT, MST e outras organizações.

Por onde passou, a manifestação atraiu a simpatia da população, que pendurou lençóis e panos brancos nas janelas simbolizando o repúdio à guerra e à ocupação. A passeata se encerrou com uma oração feita em árabe, que pedia o fim da opressão de todos os povos do Oriente Médio.

Frente de Esquerda Socialista marca presença
Os candidatos da Frente de Esquerda Socialista (PSTU, PSOL e PCB) levaram a sua solidariedade ao povo libanês, palestino e árabe em geral. Estavam presentes a candidata a governadora, Vanessa Portugal (PSTU), a candidata a senadora, Maria da Consolação (PSOL) e os candidatos a deputado federal e estadual Cacau e Giba (PSTU).

Giba, que também é dirigente da Federação Metalúrgica de Minas, leu o manifesto aprovado pela Federação condenando os ataques de Israel no Líbano e as intervenções imperialistas no Iraque e Afeganistão.

Vanessa foi uma das principais oradoras do ato. Em sua fala, apoiou a luta dos povos libanês, palestino e iraquiano contra o imperialismo e o Estado de Israel, exigindo a retirada imediata das tropas do Líbano: “Uma vitória do povo árabe contra Israel será uma vitória dos trabalhadores de todo o mundo contra o imperialismo“.

Vanessa condenou a tentativa de ocupação militar da ONU, com o pretexto de garantir a paz. “Só será possível a paz no Líbano e em todo o Oriente Médio com a retirada das tropas e o fim do Estado de Israel“, afirmou. Por fim, a candidata exigiu que Lula retire imediatamente as tropas brasileiras do Haiti, que só fortalecem o imperialismo.

O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Nilmário Miranda, também esteve no ato e deu entrevistas à imprensa, mas se retirou antes de fazer uso da palavra, perdendo a oportunidade de explicar a postura vergonhosa do governo Lula diante da ocupação e a intervenção chefiada pelo governo brasileiro no Haiti. Ou mesmo o acordo de livre comércio que está sendo negociado entre o Mercosul e Israel.

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