Ato em Aracaju reuniu 500 pessoas

Passeata reuniu também estudantes
Roberto Aguiar

O dia 30 março foi marcado por manifestações em todo país. Em Aracaju (SE), não foi diferente. Cerca de 500 pessoas participaram do ato unificado promovido por Conlutas, CUT, CTB, MST, MOTU e estudantes.

Várias categorias participaram do ato, com destaque para os petroleiros que realizaram uma forte greve nacional, os professores municipais em greve, os rodoviários que também tinham encerrado sua greve, agentes municipais de saúde em campanha salarial e os médicos em greve.

Vera Lúcia falou em nome da Conlutas, exigindo do governo Lula a edição de uma medida provisória que garanta a estabilidade no emprego para todos os trabalhadores. Bem como, foi feita a exigência da estatização das empresas que demitirem e reestatizar as empresas privatizadas como a Embraer e a Vale do Rio Doce.

Toeta, representando o Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas, destacou a greve nacional da categoria que foi uma resposta ao governo Lula e à Petrobras de que os petroleiros não vão pagar pela crise econômica. Em sua fala, ressaltou a luta em defesa do petróleo e do gás e por uma Petrobras 100% estatal.

A coluna dos estudantes foi bastante representativa. Todos os presentes usavam o adesivo da campanha contra a restrição da meia-entrada e contra o monopólio da UNE e da UBES. Karen, diretora do Centro Acadêmico de Arquitetura da UFS, destacou os cortes de verbas da educação que foram realizados pelo governo Lula em nome da crise econômica. Falou da importância do Congresso Nacional dos Estudantes nessa conjuntura de crise econômica em que as universidades públicas serão diretamente afetadas.