Ativistas se esforçam para garantir a independência financeira

Garantir um congresso de tal envergadura não foi fácil. O evento foi totalmente financiado pelos próprios trabalhadores. Desde a inscrição dos delegados às caravanas que saíram de todas as regiões do país.

Os ativistas tiveram que abusar da criatividade. “Fizemos rifas, festa junina, vendemos doces, chaveiros, foi bem legal”, explica o operário Diego Pacheco, de Curitiba (PR). A delegação paranaense enfrentou uma cansativa viagem de 17 horas.
Viagem longa, mas menor do que a dos operários da construção civil de Fortaleza (CE). Foram nada menos que 48 horas de estrada. “Saímos de Fortaleza dia 1o, às 8 horas da manhã e chegamos no dia 3, às 9 horas, para a abertura do congresso”, conta Magela, presidente do sindicato da categoria.

Com pouco dinheiro, nem sempre as condições de viagens eram as melhores. Um ônibus de estudantes que saiu do Rio de Janeiro, por exemplo, sofreu um princípio de incêndio no meio da estrada. “Começou a sair fumaça do ônibus quando chegávamos em Juiz de Fora (MG), tivemos que parar e sair correndo dele”, conta Mariana Menezes, estudante da UFRJ. Os estudantes pagaram o ônibus com a venda de rifas.
O próprio congresso foi realizado sob muitas dificuldades. Carlos Sebastião, o Cacau, da comissão organizadora, pediu desculpas aos delegados pelos problemas. Ressaltou, porém, a independência política. “Esse congresso foi realizado com independência política e financeira e isso é um grande orgulho para todos nós”, disse.

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