As manobras da direção do sindicato do ABC Paulista

A direção do sindicato dos metalúrgicos do ABC foi obrigada fazer uma assembléia às pressas com os trabalhadores das Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). No ultimo dia 19, José Lopes Feijó, presidente do sindicato, teve que falar mal do acordo que sua própria corrente assinou em Taubaté (SP). Lá o sindicato é filiado à CUT e dirigido pela Articulação.

Feijó teve que recorrer a essa manobra, porque sabe que o tal acordo não será aprovado pela categoria em São Bernardo. Isso porque os trabalhadores estão furiosos com a direção do sindicato, que negociou o acordo em separado, enfraquecendo o conjunto do movimento.

É lamentável o papel da direção do sindicato do ABC, que aceitou a proposta feita pela Volks em Taubaté.

O acordo, entre outros ataques, prevê o plano de demissões que a direção da empresa quer implementar. O próprio presidente do sindicato de Taubaté, Valmir Marques da Silva, assumiu que o acordo prejudica os trabalhadores quando disse à imprensa que “o acordo implicou em redução de
benefícios”.

Agora os trabalhadores estão divididos, e a empresa vai querer aprovar em outras unidades da Volks o mesmo acordo de Taubaté.
A direção do sindicato do ABC tem como política deixar para resolver o caso das demissões da Volks depois das eleições. Assim, tenta impedir qualquer mobilização que possa prejudicar a campanha de Lula.

A oposição está exigindo uma plenária no sindicato para que os trabalhadores possam votar um plano de luta e não ficar esperando até novembro, quando acaba o acordo de garantia dos empregos dos metalúrgicos.
Post author Emannuel de Oliveira, de São Bernardo do Campo (SP)
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