A polêmica das candidaturas

A direção do PSOL definiu-se por uma chapa pura, com a presidência (Heloísa Helena) e a vice (César Benjamin). A “frente” eleitoral se transformaria assim no apoio do PSTU e PCB aos candidatos do PSOL.

O PSTU propõe para vice o companheiro Zé Maria, metalúrgico e dirigente sindical, com longa trajetória de lutas.

Desde o início dessa discussão, nós polemizamos com essa postura arrogante e burocrática da direção do PSOL. Não pode ser que a “cara” da frente, suas candidaturas, seja única e exclusivamente do PSOL. Isso é tão evidente, que todas as frentes eleitorais em formação incluem candidatos a presidente e vice de partidos diferentes.

Na última reunião com a direção do PSOL levantamos outras possibilidades, que a frente tivesse também a “cara” do PSTU, com a modificação das candidaturas nos estados, mesmo sem ter a vice.

Como se sabe, o PSOL também se definiu por chapas puras para o governo e o Senado nos principais estados, com a mesma postura burocrática da chapa nacional. As hipóteses levantadas por nós modificariam essa situação: o PSTU passaria a ter as candidaturas ao Senado pela frente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além da candidatura ao governo por Minas Gerais. Outra possibilidade seria a candidatura do PSTU ao governo de São Paulo pela frente, passando Plínio de Arruda Sampaio para a vice-presidência.

Esta é uma demonstração de que, se a frente não se concretizar, não terá sido sequer “porque o PSTU quer a vice de todas as formas”, apesar de termos todo o direito desta exigência. Será porque a direção do PSOL, além de reeditar partes centrais do programa do PT, repete também sua metodologia burocrática.

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