“A CUT não fala em nosso nome“

“A exemplo do que ocorreu em 2003, a maioria da CUT outra vez se coloca na contra-mão do movimento. No mesmo momento em que os servidores rejeitam a proposta do governo, a direção da CUT, em nota, afirma que `a proposta de reajuste apresentada pelo governo, na mesa do dia 6/4, significa avanço no processo negocial, ainda em andamento.`

A Plenária dos Servidores rechaçou a nota e desautorizou qualquer manifestação da CUT em nome da Coordenação Nacional dos Servidores Públicos Federais (CNESF), a não ser, evidentemente, para defender deliberações das plenárias do funcionalismo.
A CUT e setores governistas do funcionalismo passaram a questionar a CNESF e a defender negociação em separado, ecoando a política divisionista do governo.
Na plenária da Fasubra, as correntes Tribo e DS e o PCdoB tentaram aprovar a saída da entidade da CNESF, alegando que esta está extrapolando seus fins e estaria superada como representação. Não tiveram êxito, mas a proposta foi para discussão nas bases.

A unidade dos servidores e a defesa da CNESF são decisivas. Questionar isso é fazer o jogo do governo contra os trabalhadores.“

Post author Paulo Barela, de Brasília (DF)
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