500 dias governando para os ricos e traindo os trabalhadores

Lula continua pagando o preço da traição por aplicar os planos do FMI no Brasil. Ao frustrar as expectativas do povo, vem tendo uma queda acentuada de sua popularidade. A decepção é imensa porque a maioria dos trabalhadores pobres do país achava que eleger um trabalhador, surgido das históricas greves do ABC nos anos 70, poderia mudar suas vidas. Todos pensavam “Agora vai, temos um presidente que sabe das dificuldades que passamos”.

Mas depois de mais de 500 dias de governo, vêem suas esperanças se tornarem poeira. Lula governa para os ricos. O país continua escancarado para as multinacionais. O dinheiro dos serviços públicos (saúde e educação) é enviando para fora, através dos gigantescos superávits primários, para pagar a dívida externa, alimentando os lucros
dos banqueiros.

Enquanto a rotina dos superávits prossegue, Lula negocia com Bush a total entrega da soberania do país nas mesas de negociação da Alca.

E a vida dos trabalhadores com ficou depois desses 500 dias? Piorou e muito. Os gastos que o governo teve com habitação e reforma agrária não correspondem nem sequer a um dia de pagamento de juros da dívida. Segundo dados do IBGE, o desemprego atinge 2,8 milhões de pessoas. O arrocho salarial imposto pelo governo provocou em abril a queda em 3,5% do rendimento dos trabalhadores. É por isso que pesquisa recente realizada pelo Datafolha em São Paulo mostra que o índice de desaprovação do governo é maior dos que o de aprovação.

Para os trabalhadores nenhum dia do governo Lula é digno de comemoração. Daqui para frente, devemos organizar as lutas contra os ataques que Lula, junto com os empresários, prepara contra os direitos históricos dos trabalhadores com suas reformas Sindical e Trabalhista. É hora também de preparar a luta contra a reforma Universitária que pretende acabar com as universidades públicas. Para isso, os trabalhadores devem construir novas direções à altura dessas tarefas. Os trabalhadores e estudantes não podem mais continuar sendo dirigidos pela CUT e pela UNE governistas. Os enfrentamentos com o governo vão se dar sem o apoio dessas direções.

Cresce a mobilização em todo país para o ato do dia 16 de junho convocado pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas). A mobilização ganhou força com a adesão dos mais de 1.500 estudantes reunidos, no Rio de janeiro, em um Encontro contra a reforma Universitária. Esse encontro também organizou uma Coordenação Nacional de Lutas Estudantis para enfrentar a reforma.

Vamos tomar Brasília no dia 16 e mostrar para esse governo neoliberal que a luta do povo são outros quinhentos.

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