Foto Ricardo Stuckert

Neste dia 3 de julho, o Brasil foi às ruas para gritar Fora Bolsonaro e Mourão! Os atos foram grandes e expressivos. Ocorreram em todos os estados, nas capitais e também em muitas cidades do interior. Pelo menos 340 cidades registraram manifestações. Foi certamente mais um passo importante para fortalecer a campanha pelo fim desse governo. Além do grito de “Bolsonaro genocida”, responsável pela tragédia da pandemia de Covid-19, os manifestantes também entoaram “Bolsonaro corrupto”. Com cartazes, faixas e enormes seringas lembraram dos casos de corrupção sobre compras de vacinas, e que estão vindo à tona com a CPI. Além do escândalo das vacinas com data de validade vencida.

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Nos protestos também se pediam mais vacinas e a volta do auxílio emergencial de R$ 600. Em muitas cidades foi ainda lembrada a defesa da floresta amazônica e dos povos indígenas que lutam contra o PL 490 que tramita no Congresso Nacional e ameaça a demarcação de Terras Indígenas.

Na opinião de Zé Maria de Almeida, Presidente Nacional do PSTU, os atos fortaleceram a campanha pelo Fora Bolsonaro. Mas, para ele, é preciso avançar para um patamar superior, por isso ele defende a necessidade de uma greve geral sanitária para deter o genocídio. “Não é uma greve por salário. É pela vida, portanto uma greve política”. Zé Maria defende que “os sindicatos e a direção dos partidos políticos e que todas as instituições e organizações que defendem a classe trabalhadora, precisam defender essa forma de luta pra dar força ao movimento pelo fora Bolsonaro”.

Segundo ele, é preciso aumentar a pressão sobre as centrais sindicais para que a greve geral seja convocada. “Queremos vacina para o povo já! Queremos auxílio emergencial de R$ 600 para todos que precisam. Esse é o desafio mais urgente”. explica.
O próximo passo da luta será a mobilização de 24 de julho. Na avaliação de Zé Maria, cada ativista que está na luta contra o genocida Bolsonaro deve organizar comitês de luta para preparar a nova mobilização em seu local de estudo, de trabalho e moradia. “Com essa auto-organização a gente pode angariar mais adesão aos protestos”, defende.

Confira abaixo como foram alguns atos pelo país

São Paulo

O ato na capital começou às 15 horas e praticamente ocupou toda a avenida Paulista, reunindo milhares de pessoas. Familiares de vítimas do genocida estiveram presentes com cartazes. “Bolsonaro matou meu marido”.  Durante sua fala no caminhão de som, Atnágoras Lopes defendeu a necessidade de se fazer uma greve geral sanitária em defesa da vida. Segundo o sindicalista, essa seria a melhor estratégia para derrubar o atual governo genocida. Paralisaria a economia e colocaria mais pressão sobre os capitalistas para retirar Bolsonaro do poder.

No interior de São Paulo também ocorreram grandes atos, como em Santos, Campinas, São Carlos e Valinhos, onde ocorreu uma passeata no centro. No protesto em São José do Rio Preto, militantes do PSTU levaram fotos de Marcos Alves Rodrigues, o “Marcão”, em homenagem ao militante que morreu por Covid em abril.

Ato em São José dos Campos (SP)

Grandes manifestações também ocorreram no Vale do Paraíba. Em Jacareí, uma passeata percorreu o centro da cidade e contou com forte apoio da população que passava pela região. A manifestação de São José dos Campos também foi apoiada pela população e contou com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, o ato ocorreu na parte da manhã e reuniu milhares de pessoas. As pistas da Av. Presidente Vargas foram tomadas por uma imensa passeata que terminou na Candelária. Em sua fala no ato, Cyro Garcia falou que “o lugar de Bolsonaro é o lixo da história e a cadeia”. Também saudou a participação de novos setores políticos no ato e conclamou “a população a derrubar a Bolsonaro nas ruas, e não esperar as eleições”.

Outras cidades doestado também registraram manifestações, como Macaé que teve uma grande passeata nas ruas do centro da cidade. Em Volta Redonda, cerca de 70 famílias de sem-teto ocupam terreno com o apoio do Luta Popular.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a concentração dos manifestantes começou às 15h no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico. Por volta das 17h45min, o grupo ocupava a Avenida Loureiro da Silva em toda sua extensão, da Usina do Gasômetro até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o ato foi encerrado pouco antes das 19h.

Manifestações também ocorreram no interior do estado. “Não vieram todos. Faltam 522 mil”. Essa foi uma das faixas do protesto em Santa Cruz (RS), com cartaz, manifestante diz tudo sobre a grave situação da pandemia no Brasil e o que a política genocida de Bolsonaro está causando aos brasileiros.

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Minas Gerais

A manifestação tomou as ruas da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde deste sábado. Com concentração iniciada às 14h, na Praça da Liberdade, o protesto desceu a Avenida João Pinheiro em direção à Praça da Estação. Além de cartazes em protesto ao governo federal, o protesto contou com o “Capitão Cloroquino”, também chamado de “Clorokiller”, boneco inflável de Bolsonaro, de 13 metros de altura. Em várias cidades do interior ocorreram protestos, como em Viçosa, Uberlândia que teve uma grande passeata no centro da cidade; Juiz de Fora, onde mais de 5 mil foram às ruas; e Congonhas.

Bahia

Em Salvador, milhares de manifestantes se concentraram no Largo do Campo e seguiram em caminhada em direção ao Farol da Barra. “Hoje é mais um dia unitário de luta organizado por movimentos e partidos de esquerda que exigem a saída do presidente Jair Bolsonaro e do seu vice Mourão. Chega de negacionismo e de mortes. Em defesa da vida, queremos vacina para todos, emprego e comida”, disse Jailson Lage, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (SINDJUFE-BA) e da CSP-Conlutas. No interior doestado também houve manifestações como Feira de Santana, Alagoinhas e Itabuna.

Maranhão

Em São Luiz, a manifestação percorreu o centro histórico (reviver) e reuniu muita juventude e também o povo indígena Tremembé do Engenho. Além do Fora Bolsonaro foi lembrada a luta contra o PL 490.

Pernambuco

Em Recife, a passeata reuniu milhares no centro da capital. Em Caruaru, mesmo com chuva o povo foi para as ruas.

Ceará

Em Fortaleza, o 3 de julho foi marcado por uma grande passeata. A estimativa é que 30 mil foram às ruas contra Bolsonaro.

Norte do país

Em Boa Vista (RR), a concentração reuniu movimentos da juventude, sociais e entidades sindicais. Belém (PA), o ato foi realizado no Ver-o-peso e pelo centro. “Continuaremos nas ruas, apostando nas mobilizações dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre para derrubar Bolsonaro, Mourão e toda a sua corja de apoiadores genocidas”, disse Rosi Pantoja, pelo PSTU, em sua fala na abertura na Praça da República. Em Manaus (AM), o ato começou na praça das Saudades durante a tarde. Em Macapá (AP) uma passeata percorreu o centro por volta das 17h e os participantes, em geral, usavam máscaras e mantiveram o distanciamento social caminhando em filas indianas durante o percurso.

Sul do país

Uma grande manifestação ocorreu em Curitiba na Praça Santos de Andrade. Milhares de pessoas participam do ato, muitas delas carregando cartazes e vestidas com camisetas de protesto. Em Santa Catarina, manifestações ocorreram em 18 cidades, como Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma e Chapecó.

Protestos fora do Brasil

Além de manifestações em todo o Brasil, houve protestos em outros países. No total foram registrados protestos em 41 cidades do exterior, como em Braga, Lisboa e Porto (Portugal); Londres (ReinoUnido); Viena (Áustria); Dublin (Irlanda); Genebra (Suíça), Amsterdã (Holanda); Barcelona (Espanha). Em muitos deles se pedia punição de Bolsonaro por genocídio no Tributal Internacional de Haia. Na França, durante a lendária prova ciclística Tour de France, um manifestante escreveu com um giz no asfalto “Fora, Bolsonaro”. A imagem foi captada por um drone que imortalizou o protesto.

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