29 de maio: Vamos parar o Brasil em defesa dos nossos direitos


Trabalhadores se preparam para o Dia Nacional de Paralisação e Manifestações, na próxima sexta

Está chegando a hora. Em todo o país, avança a preparação para o Dia Nacional de Paralisação e Manifestações, rumo à Greve Geral. Nesta sexta-feira, o funcionalismo, trabalhadores do transporte público, portos, fábricas, canteiros de obra, universidades, comércios e escolas de várias cidades e capitais devem parar. A reunião realizada pelas centrais sindicais que organizam o dia (CSP-Conlutas, CUT, CTB, Nova Central, UGT e Intersindical) no último dia 22 mostrou uma grande adesão ao dia 29.

As centrais orientam suas entidades que busquem a unidade nos estados para ações comuns. É importante ainda buscar os sindicatos e movimentos não filiados a nenhuma das centrais para a paralisação, ou ainda aqueles filiados às centrais que não aderiram ao dia 29, como é o caso da Força Sindical. “Há uma indignação geral contra os ataques do governo do PT e muita disposição de luta“, atesta o dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

É importante continuar e fortalecer a mobilização dos trabalhadores e as pautas comuns das centrais contra o PL das terceirizações, a rejeição do projeto, as MPs 664 e 665, o ajuste fiscal, são pontos comuns que possibilitam um grande dia de paralisação, rumo  à greve Geral”, complementa Mancha.

Os trabalhadores não pagarão por essa crise
O dia de paralisação e manifestações foi definido em reunião realizada no dia 6 de maio entre as centrais sindicais, que também estabeleceram como pauta a luta contra as duas medidas provisórias de Dilma que retiram direitos trabalhistas e previdenciários, a PL das terceirizações, o ajuste fiscal, em defesa dos direitos e da democracia. De lá pra cá as medidas tomadas pelo Congresso Nacional e pelo governo só reforçam a necessidade de uma forte mobilização que avance para uma Greve Geral de fato.

A Câmara dos Deputados, que já havia aprovado o PL das terceirizações, aprovou também as MP’s que atacam o seguro-desemprego e a pensão por morte, entre outros direitos. Esse pacote de maldades está agora no Senado. O governo Dilma, por sua vez, divulgou um megacorte de R$ 69 bilhões no Orçamento, incluindo as áreas sociais. Mais da metade dos cortes se concentram na Habitação, Saúde e Educação.

Só a Educação vai sofrer uma tesourada de R$ 9 bilhões. Na “Pátria Educadora” de Dilma, é um dos setores mais atingido pelo plano de austeridade. Já o Ministério das Cidades, responsável pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, vai sofrer um corte de R$ 17,2 bilhões. A Saúde vai ver ir embora outros R$ 11,7 bilhões. Tudo para fazer o Superávit Primário, a economia para pagar os juros da dívida pública aos banqueiros.

Na mesma semana em que o Governo Federal anunciou o corte bilionário no Orçamento, a Câmara dos Deputados liderada por Eduardo Cunha (PMDB) aprovou a construção de um complexo na Casa para abrigar amplos gabinetes e lojas. O shopping aprovado pelos deputados deve custar algo em torno de R$ 1 bilhão. Uma prova absurda de que os parlamentares representam os interesses dos bancos e grandes empresas, além dos seus próprios. Um verdadeiro tapa na cara dos trabalhadores e da população.

Nos estados, os trabalhadores lutam contra os ajustes aplicados pelos governos do PT, PSDB, PMDB, entre outros. A luta dos professores segue forte, como no Paraná, em São Paulo, Pernambuco e no Pará.

A indignação é crescente e explica a forte adesão que o dia 29 vem conquistando.

Rumo à Greve Geral
Enquanto os trabalhadores sofrem com as demissões (100 mil postos de trabalho foram extintos só em abril, o pior resultado desde 1992), a inflação, os ataques a seus direitos infligidos pelo Congresso Nacional e o governo Dilma, o FMI elogia as medidas do ajuste fiscal. Os governos e os patrões querem jogar os efeitos da crise nas costas dos trabalhadores. Mas é nas ruas e nos locais de trabalho que essa batalha será definida.

No dia 29, vamos construir um grande dia de luta, rumo a uma Greve Geral que derrote de vez esses ataques que têm à frente o governo do PT, o PMDB, e a oposição de direita encabeçada pelo PSDB.

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Com informações da CSP-Conlutas