2005: um ano que já começa com muitas lutas

O ensino público vive uma grave crise financeira. Lula, em dois anos de mandato, cortou mais de R$ 1 bilhão do Orçamento da educação. Nas universidades faltam professores, servidores e assistência estudantil. Nas particulares, a qualidade está cada vez mais submetida aos lucros dos empresários. Mas os estudantes não estão parados. Explodem por todo o país mobilizações em defesa da qualidade de ensino e contra a mercantilização.

Na Bahia, diante do total sucateamento da Universidade do Estado da Bahia (UESB), os estudantes são protagonistas de importantes mobilizações, que se enfrentam com o governador Paulo Souto (PFL).

Os estudantes da Unesp de Ourinhos, no noroeste paulista, cansados de estudar amontoados, deflagraram uma greve por tempo indeterminado. Exigem ampliação dos laboratórios e da biblioteca, lutam contra a falta de professores e reivindicam um campus próprio.

Na Fundação Santo André (SP), estão acontecendo assembléias diárias com mais de 200 estudantes, para organizar a luta contra as salas superlotadas e a demissão de dez professores. Mais de 300 alunos fecharam uma avenida por uma hora em protesto contra o fechamento de 12 turmas e contra a prefeitura petista.

Também os secundaristas estão retomando suas lutas contra o aumento das passagens e em defesa do passe-livre. Em Porto Alegre, houve um ato radicalizado com enfrentamento com a polícia. Mais de 250 estudantes foram às ruas impedir que a prefeitura aumentasse as passagens de R$ 1,55 para R$ 1,81. No Rio de Janeiro, em frente à Assembléia Legislativa, também ocorreu uma importante mobilização contra o fim do passe-livre intermunicipal. Novos atos estão marcados para esta semana nas duas cidades.

Todas estas lutas fortalecem a resistência contra o grande ataque que o governo prepara para 2005: a reforma Universitária, que vai privatizar as universidades e salvar os “tubarões do ensino”. Diante do governismo e da falência da UNE e da UBES, é hora de fortalecer a Conlute, unindo universitários e secundaristas contra as reformas neoliberais do governo.

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