Paraná caminha para uma greve geral

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Servidores de mais de 20 categorias se juntarão, a partir de terça-feira (19), aos professores da escolas públicas e das sete universidades estaduais paranaenses, no que promete ser uma das maiores mobilizações de massa da história do Estado

 
 
O Fórum das Entidades Sindicais, que reúne 21 categorias – servidores da saúde, da educação do judiciário, do sistema carcerário e diversos outros setores do funcionalismo – já deliberou pela greve geral.
 
Beto Richa (PSDB) descumpriu a chamada Lei da Data-Base, uma legislação estadual que obriga o governo a repor anualmente (sempre em maio) as perdas para a inflação dos 12 meses anteriores. A proposta de reajuste salarial aos servidores apresentada ontem (14) por Richa ficou abaixo da inflação dos últimos 12 meses e nem sequer tem data se concretizar.
 
O IPCA, índice usado como parâmetro para a Lei da Data-Base, fechou em 8,17% em maio. Ontem, no entanto, Beto Richa anunciou que apresentaria para votação pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) uma proposta de reajuste de apenas 5% para os servidores. Pra piorar, Richa informou que o reajuste seria pago em duas parcelas, deixou o pagamento das parcelas sem prazo definido, sujeito às condições financeiras dos cofres públicos, declarou encerradas as negociações com os servidores e ameaçou com punição aos grevistas.
 
Os servidores também cobram a anulação da sessão que aprovou, as custas de violência policial e mais de 200 feridos, a utilização do dinheiro da previdência dos servidores para cobrir o rombo do estado.
 
Os operários da Volvo de Curitiba já estão a mais de uma semana em greve contra a ameaça de demissão de 600 operários. A indignação contra as multinacionais é grande também na Bosch, que demitiu Cristiano, diretor sindical, por se manifestar contra o assédio moral e o ritmo alucinante de trabalho. Diretores do sindicato estão a mais de dois meses acampados em frente a empresa.
 
Os servidores federais, da educação, ligados à Fasubra, Andes e Sinasefe, também entrarão em greve unificada a partir do dia 28 de Maio.
 
Além disso, os servidores de São José dos Pinhais, município da região metropolitana de Curitiba, que fizeram uma greve de quase uma semana com ocupação da Câmara de Vereadores e a Prefeitura, mantém estado de greve pra garantir direitos, salários e condições de trabalho.
 
Junto com tudo isso cresce o Movimento Popular pelo Fora Beto Richa. No dia 21 de maio, quinta, as 19h, acontecerá a primeira reunião aberta do movimento. Já foi lançada uma Carta Aberta às direções sindicais, dos movimentos populares e estudantis chamando para se incorporarem nesta frente de luta.
 
Ao que tudo indica teremos uma das maiores mobilizações da história do estado no Dia Nacional de Paralisação (29/05).
 
Diante desta conjuntura uma das principais tarefas do movimento dos trabalhadores é colocar o ascenso dos trabalhadores do Paraná à serviço da GREVE GERAL no país para derrotar o Ajuste Fiscal de Dilma (PT) e Eduardo Cunha (PMDB).
 
 
Basta de DILMA, PT, PMDB e PSDB!
Por um governo dos trabalhadores sem patrão e corruptos!
 
 
*Evandro J. Castagna é trabalhador do Hospital de Clínicas de Curitiba e militante do PSTU.