Governo Dilma, Reforma da Previdência e a CUT

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    Jornal dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT

    Para 2016, o governo Dilma já elegeu sua prioridade: uma nova reforma da Previdência como parte do ajuste fiscal para jogar o custo da crise nas costas dos trabalhadores. A ideia já anunciada por Dilma e seu ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, é impor uma idade mínima para as aposentadorias. O argumento por trás dessa proposta é aquela mesma que FHC (PSDB) dizia quando presidente e chamava os trabalhadores de vagabundos: no Brasil as pessoas se aposentariam muito cedo. Só que não! O que o governo quer é desviar ainda mais recursos da Previdência Social para o pagamento da dívida aos banqueiros. Tirar ainda mais dinheiro dos bolsos dos aposentados para os bolsos dos banqueiros.

    E o que pensa a CUT disso tudo? Nesta semana o Deputado Federal Paulo Teixeira (PT-SP) esteve na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT) em reunião com a sua direção. O jornal do sindicato destacou na capa as declarações do deputado, e sabe o que ele falou sobre a reforma da Previdência? Ele disse o seguinte: “O tema da Previdência, que tem sido debatido e é de grande relevância para os trabalhadores, deve ser pactuado com a CUT e demais centrais. Após conversa com o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, estou convencido que as mudanças têm que preservar os direitos adquiridos e valer apenas para quem está entrando no sistema”.

    É isso mesmo? Para a CUT e a direção dos metalúrgicos do ABC não tem problema o governo mexer na Previdência, desde que as novas regras valham para quem ainda for entrar no sistema? Estão rifando assim, sem mais nem menos, os direitos dos milhões de jovens trabalhadores que estão começando a trabalhar, ou que entrarão no mercado de trabalho nos próximos anos? A nossa juventude vai ter que trabalhar até morrer? E com o aval da Central única dos Trabalhadores?

     

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