Em defesa da água e da vida, não ao “Gás de Xisto”

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Movimento pede anulação dos leilões da ANP

Exploração do “gás de xisto” foi liberada pelo Governo Dilma apesar das inúmeras provas dos problemas ambientais causados por este processo

Propagandeada pelos governos Dilma (PT), Wilson Martins (PSB) e demais partidos de direita (PMDB, PSDB…) como uma oportunidade para gerar energia, empregos e desenvolvimento econômico, a extração do chamado “Gás de Xisto” trata-se, na verdade, de uma das maiores ameaças ambientais para o Piauí e para outros 11 estados brasileiros onde há tal minério.

Este tipo de exploração de gás é tema de uma grande polêmica internacional. Nos Estados Unidos (EUA), por exemplo, são inúmeras as provas da contaminação permanente de fontes de água e solo, causando inclusive mortes humanas por doenças causadas por substâncias químicas utilizadas pelo processo de extração do gás, o chamado fraturamento hidráulico (fracking).

A exploração do “gás de xisto” no Brasil foi liberada pelo governo Dilma através da 12ª rodada de leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os leilões são grandes privatizações que copiam o projeto neoliberal do PSDB. O Leilão de Libra, do pré-sal, realizado pelo Governo Dilma,  foi a maior entrega do patrimônio público para as grandes empresas. Além disso, a exploração do “gás de xisto” é totalmente questionável inclusive pelas grandes fontes de energia bem menos agressivas ao meio ambiente disponíveis no país.

Para garantir o lucro das grandes empresas, os governos colocam em risco inclusive a vida humana. E, para garantir que tal projeto seja implementado, usam o discurso do “desenvolvimentismo” para esconder a dura realidade em que vivemos: falta água de consumo humano para grande parte da população piauiense, seja no semiárido, no litoral ou em vários bairros de Teresina.  Como permitir a extração do “gás de xisto” se este tipo de exploração necessita de uma enorme quantidade de água, além de ser altamente poluente das fontes hídricas?

A própria Justiça Federal reconheceu que não há estudos e pareceres técnicos de órgãos ambientais que dêem garantia de que a exploração do “gás de xisto” seja de fato segura e, por isso, suspendeu temporariamente os efeitos da 12ª rodada de leilões da ANP no Piauí. No entanto, é preciso ir além da suspensão. É necessário garantir a ANULAÇÃO dos leilões em todo o país, já que a exploração do “gás de xisto” em outros estados também trará repercussões negativas para o resto do Brasil.

Neste sentido, nos somamos à luta da Rede de Ambientalistas do Piauí (Reapi) contra o “gás de xisto”, juntamente com outras organizações como a Central Sindical e Popular – CSP Conlutas. É preciso fazer uma ampla campanha contra o “fracking” no Piauí e em todo o Brasil, sem deixarmos de denunciar que a política energética do governo Dilma está a serviço de atender os interesses das grandes empresas com privatizações dos nossos recursos naturais.