Zé Maria, um operário de luta e socialista

Zé Maria iniciou sua vida política nas greves operárias do ABC na década de 70

Zé Maria é pré-candidato do PSTU à Presidência da República por uma Frente de Esquerda

O PSTU lança a pré-candidatura do metalúrgico Zé Maria à Presidência da República para apresentar uma alternativa operária e socialista nas eleições de 2014.

Neste momento em que o governo e a oposição conservadora são incapazes de atenderam as reivindicações das ruas e perseguem e criminalizam os movimentos sociais, é preciso construir uma alternativa operária e socialista. A pré-candidatura de Zé Maria é uma expressão das lutas e das reivindicações das ruas com a certeza de que sempre esteve ao lado dos trabalhadores e da juventude.

Zé Maria iniciou sua militância em meio às greves metalúrgicas do final da década de 70 no ABC paulista, junto com Lula, com quem chegou a ser preso em 1980. No entanto, se o destino de grande parte dos sindicalistas daquele período foram os palácios e os cargos no Estado, o de Zé Maria continua sendo a luta da classe operária. José Maria de Almeida é, atualmente, dirigente da CSP/Conlutas – Central Sindical e Popular Conlutas.

Em junho, a juventude e o povo foram às ruas, encurralaram os governos e conseguiram reduzir o preço das passagens. De lá pra cá, os trabalhadores fizeram inúmeras greves, conseguindo algumas vitórias. Movimentos por moradia fizeram diversas ocupações nas cidades. Mas, infelizmente, pouca coisa mudou no país porque os governos não ouviram as ruas, não atenderam as reivindicações e a insatisfação é enorme.

O povo quer mudança, mas não quer a volta da velha direita. É preciso dar voz às ruas e lutar contra tudo isso que está aí. É necessário uma candidatura que esteja a serviço das lutas dos trabalhadores e da juventude, em torno a um programa operário, anticapitalista e anti-imperialista que defenda uma transformação radical da sociedade rumo ao socialismo. Por isso, o PSTU apresenta a pré-candidatura de Zé Maria à Presidência da República.

Apesar de faltarem muitos meses para as eleições, o debate eleitoral já está aberto. As elites, o governo e a oposição conservadora procuram restringir esse debate aos seus candidatos.  Com poucas diferenças entre si, todos defendem o mesmo modelo econômico, que privilegia os bancos, grandes empresas e o agronegócio, em detrimento das necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

O PSDB de Aécio é a velha direita que sói vai trazer mais miséria ao povo trabalhador. O PSB de Eduardo Campos e Marina não se dispõe a mudar o país, sendo mais uma promessa que vai levar a outra desilusão. Infelizmente, o governo de Dilma não correspondeu às grandes expectativas dos trabalhadores porque governa para os ricos e poderosos.

Os governos gastam dinheiro com a Copa do Mundo da FIFA enquanto faltam escolas e hospitais em todo o país. A educação pública continua um caos porque os governos se recusam a investir 10% do PIB em educação pública, mínimo necessário para melhorar as escolas e dar um salário decente aos professores. A situação da saúde pública não é diferente. É preciso mais verbas, mais equipamentos, mais hospitais. Ao mesmo tempo, a inflação volta a preocupar todos, enquanto o governo prepara novas medidas que atacam direitos e conquistas dos trabalhadores.

O governo Dilma está privatizando o nosso petróleo. Com o leilão do Campo de Libra entregou um patrimônio público que vale um trilhão de reais por míseros 15 bilhões de reais. Além disso, esse dinheiro do pré sal que poderia ser utilizado para mudar de fato a saúde e a educação públicas, vai para os bolsos das multinacionais e dos banqueiros. Só fica no país uma pequena parte, os royalties, quando poderíamos ter todo o dinheiro do petróleo que é nosso. Foi a maior privatização do PT, semelhante às privatizações da Vale e da Telebrás feitas pelo PSDB. Chega de entregar nossas riquezas! Exigimos a reestatização das empresas privatizadas e uma Petrobrás 100% estatal!

Como não bastasse tudo isso, assistimos o descalabro da corrupção que assola os o Congresso Nacional, casas legislativas e os governos em todo o país. Neste sentido, não há diferenças, a corrupção do PSDB é tão grande com o escândalo do metrô de São Paulo quanto a do mensalão do PT. Exigimos, entre outras medidas, a prisão de todos os corruptos e corruptores, a anulação da reforma da previdência comprada com o mensalão, a revogabilidade dos mandatos dos parlamentares e que seus salários sejam iguais aos de um professor ou de um operário.

As mulheres que estiveram na linha de frente das passeatas de junho não vêem resposta do governo aos seus problemas. Faltam creches, casas abrigo. E o pior é que a violência contra as mulheres, assim como contra os negros e homossexuais, tem aumentado. Mesmo com a Lei Maria da Penha, o número de assassinatos de mulheres não diminuiu. Para piorar mais ainda, o PT faz acordo e Feliciano fica com a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Os governos tentam retomar o controle das ruas e para isso desencadearam uma violenta repressão e criminalização dos movimentos. O governo Sergio Cabral PMDB/RJ, apoiado pelo PT de Dilma, reprimiu duramente os professores em greve. A mesma PM que reprime as lutas, torturou e assassinou Amarildo. Nós do PSTU exigimos o fim do genocídio contra o povo negro nos bairros pobres de todo o país. Exigimos a desmilitarização das polícias e o fim da PM! E gritamos, junto com a maioria do povo do Rio: Fora Cabral!  Ditadura nunca mais!

Em 2014, é preciso voltar às ruas. Sabemos que as verdadeiras mudanças não virão das eleições. Só através da organização e mobilização dos trabalhadores e da juventude é que conseguiremos um Plano Econômico Alternativo do trabalhadores que garanta aumento geral de salários, reajuste de acordo com a inflação, congelamento dos preços e das tarifas, saúde, educação, moradia e transporte para todos e de qualidade, a partir do não pagamento da dívida interna e externa, o fim das privatizações e a reestatização das empresas privatizadas, entre outros pontos.

Mas não é só isso, é muito importante a construção e apresentação de uma alternativa nas próximas eleições que esteja a serviço das lutas dos trabalhadores e da juventude. Por isso, chamamos a constituição de uma Frente de Esquerda com PSOL e PCB em torno a um programa classista e socialista e apresentamos a pré-candidatura de Zé Maria à Presidência da República.

Para se constituir verdadeiramente uma Frente de Esquerda como uma alternativa é preciso estabelecer um programa que parta das lutas e reivindicações da classe, mas que não pare aí. É preciso apontar uma mudança radical da sociedade, uma ruptura com tudo que esta aí, rumo ao socialismo. Tampouco, pode repetir os erros do PT de fazer acordos e alianças com os partidos burgueses e receber recursos da burguesia para financiamento de campanha. Neste sentido, é preocupante a definição pelo PSOL da pré-candidatura do Senador Randolph que tem atuado e se posicionado politicamente de forma diversa, às vezes oposta pelo vértice, da maior parte dos postulados acima. Por fim, é preciso garantir o respeito e representação dos partidos da frente desde a discussão programática, a composição das chapas majoritária e proporcional, plano de campanha, TV e demais aspectos.

Vamos voltar às ruas! Vamos unificar a juventude, os movimentos populares  e os sindicatos para fazer uma grande luta unificada durante a Copa do Mundo da FIFA e exigir que se pare de dar dinheiro pra banqueiros e empreiteiros. Não estamos sós. Os trabalhadores e a juventude da Europa, do Norte da África e Oriente Médio, da Argentina e do Chile demonstram que é possível enfrentar e derrotar os governos e seus planos de austeridade. É preciso lutar, é possível vencer!

2013 foi só o começo, amanhã vai ser maior!
É preciso mudar tudo isso que tá aí!
Apoie a pré- candidatura de Zé Maria à Presidência da República!

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